Esperança do Advento - Um Blog Cheio de Esperança

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

O CUSTO DA RECONSTRUÇÃO

Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Ezequiel 36:26

Vários anos atrás, passei por cirurgias nos meus dois joelhos. Primeiro, o joelho direito, e aquilo foi um milagre. Em apenas poucas semanas, pude voltar a lecionar. A dor se fora, e senti que eu estava bem, e nova.
Então veio a cirurgia do joelho esquerdo. Uma dor sem fim me forçava a suspender muitas atividades. Quando eu não conseguia mais ficar em pé, consultei outro cirurgião. Marcamos a data para a reconstrução. O grande dia finalmente chegou. Recebi um joelho novo. O cirurgião ficou satisfeito com o resultado.
Minha filha, Patti, havia chegado para ficar comigo durante a primeira etapa da minha convalescença. Ela encheu os meus dias com sorrisos animadores. Achei que eu estava indo muito bem. Então Patti precisou ir embora. Foi uma luta, em meio a horas cheias de dor, de tentar me lembrar de ingerir os remédios, fazer exercício e dar conta das tarefas de casa.
Aquelas primeiras semanas após a cirurgia me fizeram lembrar, muitas vezes, de que a reconstrução é muito mais séria que a construção. Na verdade, àquela altura, eu ainda teria muitas semanas mais de desconforto antes de conseguir me movimentar livremente outra vez. Minha experiência me fez lembrar daquilo que Deus prometeu a Ezequiel e a todos os outros que estivessem dispostos a ouvir: Ele lhes dará um coração novo. Não se pode comparar um joelho a um coração, mas o princípio é o mesmo. Meu cirurgião havia prometido que substituiria o joelho defeituoso por outro, reconstruído. Deus, porém, promete remover nosso coração de pedra e substituí-lo por um coração de carne. Ele nos dará um espírito novo. Devo estar disposta a deixar meus caminhos egoístas e receber o enxerto de um espírito abnegado.
O que isso significa na vida diária? Em vez de encher somente a minha despensa, vou ajudar a encher a despensa do atendimento filantrópico. Em vez de esperar que outros distribuam literatura, vou fazer parte dessa ação missionária. Em vez de dizer: “Não sei fazer nada”, vou escolher permitir que Deus me use de maneiras que sejam uma bênção para outros. Esse é o custo da reconstrução do coração operada por Deus. Nossa parte na reabilitação é viver o compromisso de Cristo: “Não seja feita a Minha vontade, mas a Tua” (Lucas 22:42). O custo pessoal da nossa reconstrução será a bênção para mais alguém.
Patrícia Cove
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-custo-da-reconstrucao/

terça-feira, 19 de junho de 2018

A CORREÇÃO DE DEUS

A sabedoria está nos lábios dos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. Provérbios 10:13

Tenho um amigo que foi missionário em um país do Oriente Médio. Ele me contou que, nas escolas daquele lugar, os professores têm sempre uma régua grande de madeira na mão durante as aulas. Quando querem corrigir algum aluno, aplicam uma “reguada” nas costas ou na cabeça do estudante. Os pais apoiam essa atitude dos professores.
Essa é uma questão cultural daquele país; não temos intenção de julgá-la aqui. Em nosso país não é assim, embora seus avós, possivelmente, se lembrem da palmatória, que era um pedaço de madeira que tinha uma função semelhante à régua das escolas citadas acima. No Brasil de nossos dias, os professores não podem aplicar castigos físicos em seus alunos.
O versículo de hoje nos diz que aqueles que se comportam de maneira irresponsável serão castigados com a vara. Quando esse provérbio foi escrito, era comum que os juízes autorizassem o açoite com vara nas costas de criminosos.
A verdade é que Deus nunca deixa um filho andar pelo caminho do erro sem tentar corrigi-lo. Ele sempre tem um meio de advertir o pecador que está indo em direção à morte e que precisa mudar de caminho.
Quando o povo de Deus estava apostatando, Deus enviou os babilônios, liderados pelo rei Nabucodonosor. Os judeus foram levados para a capital daquele império e ficaram exilados ali por um período de 70 anos. Deus usou essa situação ruim com o objetivo de salvar uma nação.
Sobre Sua forma de agir conosco, o Senhor declara: “Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam” (Apocalipse 3:19, NTLH). Deus está mais interessado em nossa salvação eterna do que em uma suposta felicidade passageira que possamos ter aqui. Se for necessário nos contrariar e nos castigar para nos salvar, Ele fará isso.
Nossa atitude, diante da correção divina, deve ser de submissão, gratidão e mudança. Deus poderia, simplesmente, nos abandonar e deixar que caminhássemos para a morte sem nenhum alerta. Mas, por Seu imenso amor, Ele nos busca, nos repreende e disciplina para nos salvar.
Ame a Deus cada dia mais, inclusive quando Ele o castigar. Tudo o que o Senhor quer é o seu bem aqui e, principalmente, na eternidade.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-correcao-de-deus/ 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A CERCA DE ARAME

Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 15:5, 6

As cercas costumam dividir e separar as pessoas – quem está de um dos lados se encontra separado daqueles que estão do outro lado. No entanto, ao mudar de perspectiva, podemos ver que uma cerca também é capaz de ser um símbolo de união.
Michel Quoist nasceu em 18 de junho de 1918, em Le Havre, França. Tornou-se padre católico romano e escritor, autor do best-seller Poemas para Rezar, publicado originalmente na França, em 1954. Na oração “Tela de Arame”, ele destaca o conceito de unidade:
Em volta dos buracos os arames dão-se as mãos,
Para não romper a roda apertam com muita força o punho do companheiro: E assim é que, com buracos, conseguem fazer uma cerca.
Senhor, na minha vida há uma porção de buracos,
Há vazios também na vida de meus vizinhos.
Mas, se quiseres vamos dar-nos as mãos,
Apertar com muita força,
E vamos fazer juntos uma bela tela para adornar o Paraíso.
Contudo, será que a união genuína pode ser conquistada por meio de esforços humanos? Ellen White afirma que isso só pode ser alcançado por inter- médio de Jesus. Ela explica: “A causa da divisão e discórdia na família e na igreja é a separação de Cristo. Aproximar-se de Cristo é aproximarem-se uns dos outros. O segredo da verdadeira união na igreja e na família não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre-humano esforço para vencer dificuldades – embora haja muito disso a ser feito – mas a união com Cristo. Figurai um grande círculo, de cuja periferia saiam linhas que se dirigem todas para o centro. Quanto mais próximo do centro mais próximas estão estas linhas umas das outras. Assim é na vida cristã. Quanto mais perto nos achegamos de Cristo, mais perto estaremos uns dos outros. Deus é glorificado quando Seu povo se une em ação harmoniosa” (O Lar Adventista, p. 179).
Que a união com Cristo nos mantenha bem próximos tanto dentro da família quanto na igreja!
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-cerca-de-arame/

domingo, 17 de junho de 2018

VERDADEIRO E FALSO SÁBADO


Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11

O sábado será a grande prova de lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do falso sábado em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus”
(Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 605).

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O SÁBADO COMO O SELO

E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Ezequiel 20:12

Como já vimos, o sábado tem sido um sinal do verdadeiro povo de Deus ao longo da história, desde o tempo de Adão e Eva e o período de Israel. Ele também foi perpetuado na igreja do Novo Testamento com a prática de Jesus e dos apóstolos, e aparece como sinal distintivo do povo de Deus nos últimos dias, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).
Por que o sábado é tão importante? Que significado especial ele tem para os cristãos? Êx 20:8-11; Hb 4:9, 10
O sábado aparece no centro dos Dez Mandamentos. Ele foi dado pelo Criador como sinal ou selo de Sua autoridade. Esse mandamento O identifica pelo nome, o Senhor Deus. Identifica o domínio sobre o qual Ele tem jurisdição, “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Também identifica o fundamento de Sua autoridade: “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, […] e, ao sétimo dia, descansou”.
O Novo Testamento identifica Jesus como Aquele por meio de quem Deus fez todas as coisas (Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:1, 2). Cristo criou nosso mundo em seis dias e descansou no sétimo. Portanto, é muito significativo o fato de que, enquanto Jesus estava pendurado na cruz naquela tarde de sexta-feira, Ele bradou: “Está consumado!” (Jo 19:30). Assim como Cristo descansou no sábado depois de concluir Sua obra de criação, Ele também descansou no túmulo durante o sábado, depois de concluir Sua obra sacrifical ao morrer em nosso lugar para nossa redenção. Portanto, o sábado foi duplamente abençoado, primeiramente na criação e depois na cruz. Por essa razão, de acordo com o livro de Hebreus, ao descansar no sábado, o cristão mostra que “ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Hb 4:10). O sábado é um símbolo perfeito de que não podemos nos salvar; de que, do começo ao fim, a salvação é a obra de Cristo, que se torna disponível a nós mediante a fé (compare com Hb 12:2).
Fonte/Base: https://mais.cpb.com.br/licao/o-selo-de-deus-ou-a-marca-da-besta/

quinta-feira, 14 de junho de 2018

FONTE DE VIDA

A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. Provérbios 10:11

Uma de minhas grandes aventuras missionárias aconteceu na África. Eu e alguns colegas passamos quase um mês na cidade de Maputo, capital de Moçambique. Vimos muita desigualdade social; alguns com muito e muitos com quase nada. Uma grande quantidade de pessoas estava em situação de miséria, especialmente, com dificuldade para conseguir água para beber.
Um grupo de missionários que esteve lá antes de nós se esforçou para diminuir esse sofrimento. Construiu poços artesianos em algumas comunidades e, junto a esses poços, igrejas. A água atraía muitas pessoas para aqueles locais, e elas acabavam ouvindo a Palavra de Deus. A água, elemento da natureza, era a porta de entrada da água da vida: Jesus Cristo.
Assim como aqueles poços na África atraem pessoas para o evangelho, também podemos escolher ser uma fonte de vida para as pessoas que estão ao nosso redor. Usando a fonte de água como metáfora, o provérbio de hoje nos esclarece quais são as escolhas dos ímpios e dos justos. Enquanto os maus escolhem levar coisas ruins para os outros, os justos escolhem que as suas palavras sejam fonte de vida.
No Oriente, as fontes de água não são muito valorizadas. Naquela região do mundo, as fontes são locais em que as pessoas gostam de se reunir para saciar a sede e levar água para os outros. Da mesma forma, os cristãos devem ser vistos como fontes de vida para as pessoas saciarem sua sede espiritual.
Como fontes de vida, precisamos ter um conteúdo puro. É importante nos lembrarmos de que nossos pensamentos, palavras e ações são fruto de, pelo menos, dois fatores. O primeiro deles se refere às informações que ouvimos. As músicas que entram em nossa mente e as nossas conversas formam nossas ideias e, logicamente, aquilo que falamos. O segundo fator é o que vemos. Os filmes, séries e vídeos em geral afetam nossa influência sobre os outros. Por isso, selecione bem os conteúdos aos quais se expõe.
O grande segredo nesse assunto foi revelado por Cristo: “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14). Se quisermos jorrar vida, diariamente teremos que beber de Cristo, a Água da vida (João 4:14). Assim, a vida Dele será em nós uma fonte que produzirá vida nos outros.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/fonte-de-vida/

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SEMENTES

Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Lucas 8:5, ARA

Não faz muito tempo, entrei em um mercado e vi uma exposição de pacotes de sementes. Pensei em plantar algo que não desse muito trabalho. Assim, escolhi um envelope de sementes de melancia e uma variedade de papoulas. Conheci pessoas que haviam enterrado restos de cozinha e depois encontraram plantas crescendo no lugar. Algumas dessas plantas produziram uma colheita tão boa quanto a de sementes plantadas em um canteiro apropriado. Então, embora não tivesse mão boa para plantar, semeei as sementes – de acordo com as instruções – esperando o mesmo milagre. Eu as regava e observava. Por fim me cansei, me esqueci delas e nunca colhi as melancias.
Quanto às papoulas, plantei-as num vaso grande para colorir aquela área. Elas desabrocharão em todas as cores, pensei, lembrando-me da figura no envelope. Passei a regá-las com mais frequência do que havia feito com as sementes de melancia. Um dia, notei, com desgosto, que as formigas haviam construído uma colina em forma de vulcão no centro do meu “jardim” de papoulas. Enquanto despejava o veneno sobre o montinho, concluí que as formigas já haviam devorado as sementes – mas continuei regando o vaso diante da eventualidade de haver permanecido alguma semente.
Um dia, vi que duas folhinhas verdes haviam aparecido no vaso. Algumas horas mais tarde, notei um pontinho roxo. Seria alguma das papoulas que eu havia plantado? Será que eu realmente teria flores? Sim! O tempo revelou que eram as flores! Mas não papoulas. Em lugar delas, petúnias. Em pouco tempo, as petúnias roxas caíam em cascata pelas laterais do vaso, abrilhantando o jardim. Que resultado inesperado das sementes que eu plantara!
Ao seguirmos vida afora, estamos sempre plantando sementes. Temos expectativas quanto a elas. Muitas vezes cremos que aquilo que plantamos emergirá exatamente como imaginamos. Contudo, a colheita daquilo que foi plantado no coração dos outros poderá nos surpreender. Os resultados podem nos desapontar ou surpreender, mas nossa responsabilidade é simplesmente plantar. Quero continuar semeando – não apenas sementes no meu jardim, mas também amor no coração de outras pessoas. Posso deixar os resultados com Deus. “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio ceifaremos, se não desanimarmos” (Gálatas 6:9).

Leni Uría de Zamorano
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/sementes-2/