sábado, 30 de novembro de 2024

PERGUNTAS

O que você quer que Eu faça?”, perguntou-lhe Jesus. O cego respondeu: “Mestre, eu quero ver!” Marcos 10:51

Atribui-se a Albert Einstein a frase: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” Jesus era o mestre na arte de fazer perguntas. Nos quatro evangelhos, é possível encontrar mais de 200 perguntas feitas por Ele. À primeira vista, elas podem parecer estranhas ou até inadequadas, mas cada uma carrega uma mensagem importante. 

O texto de hoje traz a questão direcionada ao cego Bartimeu, na beira da estrada. “O que você quer que Eu faça?”, foram as palavras de Cristo. Como entender essa pergunta? Essas palavras permitiram que o cego expressasse sua real necessidade. Jesus estava buscando restaurar a dignidade daquele homem visto pela sociedade como apenas um pedinte. Em geral, as pessoas passavam por Bartimeu sem lhe dar atenção e, na melhor das hipóteses, entregavam-lhe alguns trocados. Jesus tinha mais a oferecer. Ele não deu muletas e muito menos um cão-guia ao cego Bartimeu. Ele não é Deus de remendos e paliativos. Ele oferece vida e vida em abundância àqueles que O buscam. Da mesma forma, Cristo só age para transformar nossa vida quando desejamos e autorizamos. Somente assim, todo o poder do Universo estará à nossa disposição. 

Hoje Cristo repete a pergunta: “O que você quer que Eu faça?” Ele tem planos lindos para você, planos de uma vida nova e restaurada, com novos caminhos e objetivos. Mas Ele sabe que há pessoas que se acostumaram a viver das esmolas do mundo, na escuridão do pecado, e preferem não ver. Há também muita gente que passa a vida sem receber de Deus o que pede porque pede muito mal. Pede coisas erradas, na hora errada, para usar de forma errada. E Deus, como um Pai amoroso, não entrega algo que pode nos impedir de alcançar a eternidade. Que tipo de resposta temos dado a Jesus? 

O mesmo Jesus que parou para atender o pobre Bartimeu está agora diante de você. Ele deseja segurar a sua mão e andar ao seu lado pelas estradas da vida. Basta dizer hoje como Bartimeu: “Senhor, eu quero ver! Quero entender a Tua vontade. Quero andar Contigo todos os dias da minha vida.” Essa é a melhor resposta. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/perguntas/

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

SHABBAT SHALOM!


 Assim terminou a criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles. No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou. (Gênesis 2:1-2)

QUERER

 Venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu. Mateus 6:10

Ninguém faz só o que quer. Há realidades externas que influenciam muitas das escolhas que fazemos. Por exemplo, quando o sinal está vermelho, eu não paro porque quero. Primeiro, a lei me diz que devo parar. Do contrário, serei multado. Segundo, a lógica me diz que devo parar porque há outros motoristas circulando. Se eu não parar, posso sofrer um acidente. Terceiro e não menos importante: minha esposa me diz que devo parar e, mesmo que não houvesse lei ou lógica, isso para mim já seria suficiente! Ou seja, há leis, lógicas e relacionamentos que afetam meu comportamento. 

Escrevo essas linhas lembrando-me da visita recente do meu irmão. Ele passou dois dias em nossa casa acompanhado da família. Cláudio tem um filho de três anos chamado Klaus. Ele é conversador e cheio de opinião. Em um dia desses, chegou a hora do banho, e meu irmão foi chamar o Klaus. Disse: “Filho, agora você vai tomar banho.” O baixinho cruzou os braços, franziu a testa e disse sério: “Eu não vou. Eu não quero.” Eu estava por perto assistindo atentamente àquela cena. Queria ver o desfecho da conversa e, nessa hora, aprendi uma grande lição sobre educação de filhos e sobre a vida. Meu irmão abriu um sorriso, abaixou-se para olhar o Klaus na altura dos olhos e disse: “Filho, na vida, querer é opcional. Mas agora eu estou mandando: vamos para o banho!” Queria poder dizer que o garotinho entendeu a lição e foi alegremente para o banheiro. Mas posso dizer que ele tomou um bom banho naquele dia. 

Enquanto ouvia o som do chuveiro, pensei na força daquelas palavras. Onde eu estaria se na infância só tivesse tomado banho quando sentisse vontade? Quem seria eu se só tivesse ido à escola quando sentisse vontade? Como estaria minha saúde se eu só comesse salada quando sentisse vontade? 

Querer é opcional. Obediência é essencial. Isso é verdade nos esportes, nos estudos, nos negócios, nos relacionamentos e também na vida cristã. Na caminhada de fé, nem sempre fazemos o que queremos. Fazemos o que deve ser feito para honrar a Deus e abençoar os outros. Assim vamos sendo transformados à semelhança de Cristo. 

Que a sua oração hoje seja a mesma de Jesus: “Senhor, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu.” 

Fonte:  https://mais.cpb.com.br/meditacao/querer/

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

"VIM, VI E VENCI"

Falei essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: Eu venci o mundo. João 16:33

Júlio César se encontrava diante do senado romano e precisava fortalecer sua imagem, pois estava em meio a uma guerra contra Pompeu. Escolhendo bem as palavras, decidiu fazer referência a outra batalha que acabara de vencer. Seus inimigos se encontravam refugiados na cidade de Zela, no reino do Bósforo, e cinco dias foram suficientes para vencê-los. Foi uma vitória muito rápida. Ao fazer seu relatório para seus compatriotas, ele disse: “Veni, vidi, vici”, que em português seria algo como: “Vim, vi e venci.” Ninguém duvidaria de que Júlio César era magnífico e que fez coisas excepcionais. 

Jan III Sobieski foi rei da Polônia no século 17. Desde pequeno, ele já demostrava ser uma pessoa aguerrida – matou seu primeiro urso aos nove anos de idade. Depois de se formar academicamente e viajar pelos lugares mais famosos da Europa, voltou para a Polônia, onde, depois de muitas vicissitudes, terminaria sendo monarca. Após uma terrível batalha contra os turcos otomanos em Kahlenberg, ele escreveu uma carta ao papa em que mencionava: “Veni, vidi, Deus vicit.” Em português, “Vim, vi e Deus venceu.” Por ser uma pessoa muito religiosa, atribuiu a vitória a Deus. Ninguém duvidaria de que Jan III Sobieski era alguém excepcional e que fez grandes coisas.

Jesus, por Sua vez, veio a este mundo para travar a batalha mais abrangente do Universo. Aquele humilde Carpinteiro, o Deus eterno encarnado, enfrentou o maior exército com um simples madeiro, obtendo a vitória na cruz. Ao morrer, ninguém escreveu a frase que Ele merecia: Veni, mori, vici (Vim, morri e venci). Não se pode duvidar de que Cristo é o maior de todos os vencedores, ainda que nos pareça estranho que Aquele que foi morto na cruz, por essa mesma morte e humilhação, Se tornasse vencedor. Mas esse é o mistério do evangelho. E pela cruz de Cristo podemos, nós também, ser vencedores sobre o pecado e o mal, vencedores sobre tudo aquilo que nos afasta de Deus e torna infeliz a nossa vida. Hoje você pode declarar com fé: “Em Cristo, eu sou mais que vencedor!” (ver Rm 8:37). “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Em Jesus a vitória já está garantida. Desfrute-a! 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/vim-vi-e-venci/

terça-feira, 26 de novembro de 2024

AFASTE-SE PARA CRESCER

Os oficiais continuarão a falar com o povo, dizendo: “Existe aqui entre nós algum homem medroso e de coração tímido? Vá, volte para casa, para que os seus irmãos não acabem ficando com medo também.” Deuteronômio 20:8

Aqueles que gostam de jardinagem conhecem muito bem os cuidados necessários para com as mudas jovens. Sabem que essas pequenas plantas são mais suscetíveis às mudanças meteorológicas, aos ataques de pragas e aos predadores, por isso dedicam mais tempo e carinho a elas. Semelhantemente, a Bíblia fala de pessoas que, por motivos diversos, não possuem a força necessária para enfrentar seus problemas. Como mudas que precisam de atenção especial, esses indivíduos demandam mais cuidado e apoio.

De acordo com a estratégia de guerra descrita em Deuteronômio 20, os soldados hesitantes e medrosos não eram considerados covardes, mas eram aconselhados a ficar em casa e desfrutar das conquistas que haviam obtido, como construir uma casa, plantar uma vinha ou casar. Assim, aqueles que precisavam de mais tempo para se fortalecer poderiam ter esse espaço sem se sentir julgados. Afinal, até mesmo o mais forte carvalho começou como uma pequena muda.

Na Bíblia, diversos personagens famosos reconhecem seus medos e suas incertezas, como Davi, Josafá, Esdras e Neemias. Esses indivíduos sabiam que era normal sentir temor diante de adversidades. No entanto, eles confiavam em Deus para fortalecer sua coragem e perseverança. Na solidão da existência, pediam o cuidado e o amparo do Jardineiro divino, confiando em que, pouco a pouco, cresceriam com vigor.

Pedro, em seu momento mais temeroso, negou a Jesus. Mas ele precisava de tempo para se fortalecer. Logo após, Pedro pregou diante de milhares de pessoas com uma coragem admirável. O segredo estava em sua confiança em Deus.

Independentemente do que amedronta você, dê um tempo para refletir, orar e esperar no Senhor. Confie em Sua força e em Seu amor por você. Tenha a certeza de que, assim como uma pequena muda, você também pode crescer com vigor e perseverança. Deus diz: “Não tema, porque Eu estou com você”; “Eu o seguro com a mão direita da Minha justiça” (Is 41:10). 

Em comunhão com o Senhor a cada dia, você cultivará a coragem e a força necessárias para enfrentar e superar os maiores desafios. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/afaste-se-para-crescer/

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

MENSAGEIRA DE DEUS

Em tudo, deem graças, porque esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:18.

Chovia muito naquele dia de primavera de 1997 enquanto eu caminhava para minha aula de informática na universidade. Entre o prédio administrativo e a biblioteca, entre alunos apressados e guarda-chuvas, olhei para baixo e vi um envelope quadrado e branco no chão. Uma voz dentro de mim disse: Pegue-o! Eu o peguei e senti algo volumoso dentro. Meu coração disparou quando o abri e vi o dinheiro. Eu mal podia acreditar no que estava vendo. Na noite anterior, eu havia caminhado e implorado a Deus para aliviar o meu fardo financeiro. Orei especificamente para que Ele me enviasse 1.000 dólares. Depois da aula, corri para casa. Não havia nome no envelope, então eu o abri com grande entusiasmo. Dentro dele encontrei 950 dólares! 

Comecei a agradecer a Deus, mas de repente percebi que havia pedido 1.000 dólares e havia apenas 950 dólares no envelope. Meu sentimento de excitação desapareceu à medida que me questionava: Quem perdeu esse dinheiro? Outro aluno? Um pai com filhos? Orei fervorosamente para que Deus me levasse até o dono. No dia seguinte, liguei para achados e perdidos e verifiquei os panfletos nos outdoors do campus, mas não encontrei nenhuma menção de alguém que tivesse perdido dinheiro. Orei novamente para que Deus, que me orientou a pegar o envelope, também me direcionasse ao legítimo dono. 

Duas semanas depois, fui para meu emprego de meio período no campus, onde trabalhava como telefonista. Uma aluna na cabine ao lado da minha lia em voz alta algumas notícias do boletim da universidade. Ela leu sobre uma aluna que havia perdido 950 dólares entre o prédio administrativo e a biblioteca. Eu não podia acreditar no que ouvia! No dia seguinte, liguei para a aluna. Ela reconheceu o conteúdo do envelope e ficou chocada ao saber que alguém havia encontrado o dinheiro e não havia gastado. Fiquei muito feliz em ver o alívio em seu rosto quando o devolvi a ela. 

Senti que Deus havia me usado em meu momento de necessidade para abençoar outra pessoa. Essa foi uma bênção maior do que receber o dinheiro pelo qual eu havia orado. Deus havia me usado como Sua mensageira especial. Desde então, Ele tem cuidado da minha família de muitas maneiras milagrosas, portanto, nunca fique desapontada se Deus não responder às suas orações da maneira que você deseja. Apenas ore para ser Sua mensageira fiel e seja grata por Sua orientação, e você será abençoada. 

Donna J. Norman

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mensageira-de-deus/

domingo, 24 de novembro de 2024

A VIDA ESTAVA NELE

Em João 1:1, o apóstolo afirma claramente que Jesus é Deus, o Filho divino. Consequentemente, em João 1:4 a referência à vida deve ser necessariamente à vida divina, à auto existência eterna, que não deriva de coisa alguma. Pelo fato de que Cristo possui vida em Si mesmo, Ele pode dar a Sua vida e retomá-la (Jo 10:17). E, pelo fato de ter vida em Si, pode dar vida a quem quiser (Jo 5:21; compare com Jo 14:19). 

O termo “vida” (em grego, zo?) ocorre 36 vezes no Evangelho de João, cerca de 25% dos usos do NT. Em João 1:4 e 5, além de se referir à fonte da vida em nosso planeta, a palavra também está ligada à salvação. No restante do Evangelho de João, a ideia de vida (zo?) é expressa com mais frequência como “vida eterna”, a promessa de salvação (Jo 3:15, 16, 36; 4:14, 36; 6:27, 40, 47, 54, 68; 10:27, 28). Assim, Aquele que concedeu vida na criação é o mesmo que traz salvação e vida eterna ao mundo perdido. 

Por que Jesus veio a este mundo? Jo 1:29; 3:16; 6:40; 10:10; 12:27 

“E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que Nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3:14, 15). 

Da mesma forma como a serpente de bronze ocupou o lugar dos israelitas picados pelas serpentes, assim Jesus tomou o nosso lugar, pois fomos atingidos pelo pecado. Ele assumiu a penalidade que era nossa para que pudéssemos ter a vida que era Dele. 

Cristo também deseja que tenhamos vida em abundância (Jo 10:10). Assim, “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1:12, 13). 

Cristo veio para nos revelar o Pai. Afinal, “ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem O revelou” (Jo 1:18). Ao ver o caráter de Jesus, podemos ver o caráter do Pai. 

O que aprendemos sobre o caráter do Pai com a vida de Jesus? Por que essa revelação é uma notícia tão boa?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/a-fonte-da-vida/

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

COMO A AREIA

Deus deu a Salomão sabedoria, entendimento fora do comum e uma inteligência tão vasta como a areia que está na praia do mar. 1 Reis 4:29

Era um tempo em que a monarquia reinava em diversos territórios. Em Maiorca, Nápoles e Sicília, o rei atendia pelo nome de Afonso I. Na Sardenha, respondia como Afonso II. Já em Valência era conhecido como Afonso III, enquanto em Aragão respondia pelo nome de Afonso V. Mas não era apenas pelos títulos e pela coroa que esse monarca era especial. Ele era um verdadeiro amante da cultura e dos livros e havia dedicado muitas horas de sua vida à sua formação. Seu coração era grande e generoso; por isso, ficou conhecido como “Afonso, o Magnânimo” (1396-1458).

Conta-se que ele mereceu esse epíteto em uma situação difícil. Certa vez, estava em um ateliê de ourives com alguns de seus nobres quando perceberam que faltava uma joia na peça que estava sendo preparada. O ourives sabia que um dos nobres havia roubado a joia, e a situação se tornou tensa. Foi então que o rei Afonso propôs uma solução inusitada: encheram um grande recipiente com farelo, e cada nobre deveria inserir sua mão ali. Depois, o recipiente foi virado de cabeça para baixo, e a joia roubada apareceu. O nobre que havia cedido à tentação teve a oportunidade de se redimir, e, a partir daí, o rei passou a ser conhecido como “o Magnânimo”.

Se quisermos ser como Afonso, devemos pedir a Deus sabedoria, prudência e uma mente ampla. Salomão, rei de Israel, foi abençoado com esses dons e se tornou o homem mais sábio, prudente e magnânimo da Terra enquanto agia em harmonia com Deus. Mas, quando se afastou Dele, as coisas mudaram.

E você, já imaginou ter um coração tão abundante quanto a areia do mar? Segundo especialistas, existem quintilhões de grãos de areia na Terra. É uma quantidade inimaginável, mas que não é suficiente para descrever a magnanimidade de Salomão, de Afonso e de todos aqueles que possuem um coração tão generoso. E o melhor de tudo é que essa grandeza não é um dom exclusivo de alguns. Se você pedir, Deus está disposto a lhe conceder esse presente precioso.

Imagine como sua vida pode ser diferente se você enxergar o mundo com sabedoria, prudência e um coração tão vasto quanto as praias do mar. Não deixe a oportunidade passar. Torne-se você também um magnânimo. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/como-a-areia/

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

VOCÊS SÃO DAQUI DE BAIXO

Em nosso estudo de João até agora, vimos que o apóstolo mostra como Jesus é, de fato, o Messias prometido, a grande esperança pela qual o povo judeu ansiava. 

No entanto, muitos líderes religiosos eram os maiores inimigos de Jesus. Por quê? 

Leia João 8:12-30. Resuma a interação entre Jesus e esses líderes. Quais textos bíblicos ajudam a explicar por que muitas pessoas O rejeitaram? 

Jesus disse que aqueles homens não conheciam a Ele nem ao Pai (Jo 8:19). Eles deveriam conhecer ambos, mas enganavam a si mesmos. Estavam tão envolvidos em suas tradições e filosofias que mesmo tendo Jesus diante deles, fazendo tudo o que fez e dizendo o que disse, trazendo revelações poderosas do Pai, ainda assim O rejeitaram. 

Em segundo lugar, Jesus lhes disse: “Vocês são daqui de baixo” (Jo 8:23). Em outras palavras, por mais religiosos que fossem, eles não eram espirituais e piedosos. Tinham “aparência de piedade” (2Tm 3:5, NVI), mas não passava disso. Tinham piedade exterior, mas, internamente, eram incrédulos. 

Isso não era novidade. Deus havia dito que os israelitas O honravam apenas com “a sua boca e com os seus lábios, mas o seu coração” estava longe do Senhor (Is 29:13). Essa ideia foi repetida por Jesus séculos mais tarde, quando disse: “E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos humanos” (Mc 7:7). Os ensinos e mandamentos humanos daqueles líderes religiosos eram deste mundo, ao contrário de Jesus, que afirmou que não era deste mundo (Jo 8:23). Já era bastante ruim que estivessem enganando a si mesmos, mas a tragédia era agravada porque também desencaminhavam outras pessoas, embora, curiosamente, João tenha escrito que, como resultado da conversa descrita nesses versículos, “muitos creram” em Jesus (Jo 8:30). 

Assim, apesar da má liderança, muitos judeus conseguiram se livrar da influência deles e ver, por si próprios, quem era Jesus. 

Que lições você tira do diálogo de Jesus com os líderes religiosos? Como podemos ser “de cima” e não “de baixo”, e como saber a diferença entre ambos?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/cumprindo-as-profecias-do-antigo-testamento/#licaoQuinta

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

CÉU

A nossa cidadania, porém, está nos Céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Filipenses 3:20

Charles Decatur Brooks foi um grande pregador. Levou a mensagem sobre a volta de Jesus a milhões de pessoas como orador do ministério Breath of Life, considerado o primeiro programa de televisão religioso para negros. 

Conta-se que, certa vez, Brooks estava pregando em uma igreja em Nova Jersey quando algo inusitado aconteceu. Naquela noite, ele falava de maneira entusiasmada sobre o Céu e a alegria dos salvos. Ao final da mensagem, enquanto fazia um apelo à audiência, alguém levantou a mão no fundo da igreja. Um homem branco ficou em pé e disse: “Pastor Brooks, tenho uma pergunta.” Não era incomum abrir espaço ao final de um sermão para perguntas do público. Gentilmente o pregador ofereceu a oportunidade. O homem, então, disparou: “No Céu vai ter pretos? Se tiver, eu não quero ir para lá.” 

O auditório ficou silencioso, em uma mistura de espanto, indignação e curiosidade quanto à reação do ministro. Mas Brooks não precisou de tempo para oferecer uma resposta. Ele disse: “Querido irmão, no Céu haverá pretos sim, e no inferno também. Então cabe a você decidir em qual deles vai querer estar.” 

Quando falou sobre o Céu aos crentes de Filipos, o apóstolo Paulo se referiu a ele como uma pátria. É como se cada seguidor de Jesus tivesse uma dupla cidadania. Vivemos aqui, mas sonhamos com esse novo lugar. Esperamos mais do que as ruas de ouro e a vida perfeita entre os salvos. Aguardamos Alguém e O esperamos ansiosamente. 

Não falta muito. Logo o Rei Jesus vai aparecer nas nuvens. Ele voltará para nos buscar. Vai nos levar para viver na pátria onde não existe preconceito, violência, desigualdade, abuso, doença e morte. Mas, enquanto Ele não vem, Seus súditos vivem para anunciar e promover os valores de Seu reinado. É mais do que uma promessa para o futuro. É uma obra de restauração para hoje. 

Não desista de esperar pelo Rei. Ele vem. Mas, enquanto espera, viva e permita que aqueles que estão à sua volta experimentem o Reino aqui e agora. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/ceu/

terça-feira, 19 de novembro de 2024

USE-O OU PERCA-O

 Eu lhes digo que a quem tem, mais será dado, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado . Lucas 19:26, NVI

Certa vez, Jesus contou uma parábola sobre um homem nobre que partiu para um país distante (Lc 19:11-27). Antes de ir, ele chamou dez de seus servos e deu a cada um deles uma mina (uma unidade monetária) e os instruiu a colocá-la para render até que ele voltasse. Ao retornar, ele pediu aos seus servos que prestassem contas do dinheiro. Um dos criados ganhou mais dez minas, outro ganhou cinco. Para estes, o mestre disse: “Muito bem!” Outro servo que havia recebido apenas uma mina, devolveu-a ao mestre, dizendo que teve medo, pois sabia que o nobre era “homem severo”, que tira onde não pôs e colhe onde não semeou (verso 21). 

Você já se perguntou por que, exatamente nas mesmas condições, algumas pessoas se saem melhor do que outras? Será que algumas se aplicam mais do que outras? Com todos os recursos que temos, precisamos nos esforçar para alcançar o maior resultado possível. Podemos não ser tão habilidosas quanto o servo que fez a mina render 10 vezes mais, porém, veja, houve outro que conseguiu multiplicar suas minas pelo menos cinco vezes. Então, por que deveríamos ser improdutivas? 

A pergunta a ser feita é: Quão produtiva é minha vida? Quando enfrentamos desafios por causa de nossas atitudes negativas, criamos desculpas e culpamos outras pessoas ao nosso redor. O mau servo acusou o mestre de colher onde não havia semeado. Mas o patrão não havia “semeado” dando algo a esse servo, como a todos os outros? O servo tentou encobrir seu fracasso culpando o mestre, e o mestre pegou sua mina de volta, dando-a ao servo mais produtivo. 

Às vezes, também podemos ser tentadas a culpar Deus e reclamar que Ele não Se importa conosco. Mas Ele deu a cada uma de nós pelo menos uma “mina” para usar para Ele. Temos mãos, cérebro e, geralmente, liberdade para alcançar grandes resultados para nós mesmas e para nosso Mestre. 

Colossenses 3:23 diz: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (NVI). Portanto, estejamos diligentemente disponíveis para o serviço do Senhor. Sejamos produtivas em nossa esfera de influência usando de forma eficaz nossos dons dados por Deus. Demos frutos, muitos frutos! Mateus 28:19 nos ordena: “Vão e façam discípulos de todas as nações”. 

Se não fizermos isso, até o pequeno talento que temos nos será tirado. 

Audrey Mwala

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/use-o-ou-perca-o/

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

LIBERTOS, NÃO LIBERTINOS

Vocês, irmãos, foram chamados à liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor. Gálatas 5:13

Buscando nas Escrituras, não encontro as palavras “conservador” e “liberal”, embora elas tenham sido consagradas pelos homens. Contudo, há uma classificação que ultrapassa o tempo e a cultura e que é vital: os justos e os ímpios. Aqueles que escolhem seguir a Jesus e aqueles que não o fazem. E, nessa questão, há mais do que ideologias em jogo: está em jogo a vida eterna.

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Gálatas, nos lembra que, graças a Jesus, fomos libertos da escravidão imposta por Satanás. Estamos livres da tirania do maligno, de suas acusações e de seu desejo de nos aniquilar. Com Sua morte, Cristo não apenas nos libertou, mas também nos proporcionou as bases de uma vida em liberdade. É uma oportunidade única que nos torna pessoas melhores, seres mais plenos.

Entretanto, é comum que, depois de romper as cadeias da submissão, tenhamos a tendência de retroceder aos assuntos da carne. Para alguns, a carne animal; para outros, a carne vegetal. No final das contas, é sempre carne. E na Bíblia carne é metáfora de nossa natureza pecaminosa. Não há pecados de esquerda ou de direita; os pecados não têm orientação política, não causam nojo a nenhuma ideologia. São sempre pecados.

A Bíblia nos mostra que a liberdade em Cristo é mantida, contanto que nos mantenhamos perto Dele. Ao nos afastarmos, as tentações voltam e, por vezes, caímos novamente. Jesus sempre estará disposto a nos resgatar, mas estaremos nós sempre dispostos a ser resgatados?

Paulo nos convida a olhar além do nosso próprio umbigo e a servir aos outros por amor. Sabemos que, enquanto estamos ajudando os outros, temos menos tempo para pensar em tentações. Servir é a melhor maneira de investir o tempo. Quando apreciamos servir, fazemos isso acompanhados. Quando ganhamos ao servir, todos ganham. Quando servimos, os rótulos de nada valem.

Reflita sobre essas coisas e deixe que o Espírito Santo o guie para a verdadeira liberdade em Cristo. Oremos juntos para que recebamos a graça que vem da divina liberdade e saibamos vivê-la. Lembre-se das palavras de Paulo: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3:17). 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/libertos-nao-libertinos/

sábado, 16 de novembro de 2024

PEDRAS

E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente Te darei o dízimo. Gênesis 28:22

Em sua viagem de fuga rumo a Padã-Arã, Jacó pisou e tropeçou em dezenas ou centenas de pedras. Mas sobre uma delas reclinou a cabeça para dormir. Naquela noite teve um sonho. Deus mesmo lhe apareceu e confirmou Suas promessas de proteção e bênção. Pela manhã, aquela pedra que havia sido usada como travesseiro se transformou em um santuário. A razão? Deus Se manifestara ali. Então o que torna algo sagrado é, em última análise, a manifestação divina. 

Alguns anos atrás, meu amigo Everson fez uma viagem e, na volta, trouxe-me um presente. Não me lembro bem do que esperava ganhar, mas certamente não era nada que se aproximasse do que de fato recebi. Fiquei muito surpreso – para não dizer desapontado – quando ele abriu uma das mãos e me entregou uma pedra. Sim, uma pedra. Até que era bonitinha, bem polida, mas continuava sendo uma pedra. Passei alguns poucos segundos sem reação, pensando no que fazer com aquele presente, mas tudo ganhou sentido com as palavras: “Cândido, quero que você guarde essa pedra como um símbolo da nossa amizade.” Ela está guardada comigo até hoje. 

Um dia, no passado, Deus entregou à humanidade um presente singular, diferente, mas acompanhado de palavras especiais: “Façam do sábado um dia sagrado, de modo que seja um sinal da aliança que fizemos” (Ez 20:20, NTLH). Deus não escolheu um lugar exótico, um objeto raro ou outra coisa qualquer. Ele escolheu um espaço no tempo, um dia entre os sete da semana para ser o símbolo da relação que deseja ter com o ser humano. Para muitos é só mais um dia, só uma “pedra”. Mas para mim é um lembrete, um convite semanal para celebrar minha amizade com o Eterno. E isso faz toda diferença. 

Sei que a caminhada da vida é cansativa. Só você e Deus sabem quantas milhas já foram percorridas e quantos obstáculos já foram superados. Mas existe um ponto de descanso. Se você parar um pouco, Deus pode fazer algo diferente por você e em você. Quem sabe Ele lhe apareça de uma forma que você nunca tenha imaginado. E isso pode mudar sua vida para sempre. Experimente. Pare e descanse. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/pedras-2/

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

DOM TANCREDO

Ora, se alguém possui recursos deste mundo e vê seu irmão passar necessidade, mas fecha o coração para essa pessoa, como pode permanecer nele o amor de Deus? 1 João 3:17

Tancredo Lopez foi um toureiro com pouquíssima sorte que viveu no fim do século 19. Sua condição era tão miserável que chegou a inventar um espetáculo bastante arriscado para ver se ganhava um pouco de dinheiro. Vestido de branco, colocava-se no meio da arena em cima de um pedestal e ali esperava que o touro saísse. Confiava que o imenso animal o confundisse com uma estátua de mármore e não investisse contra ele. A ideia teve sucesso entre as pessoas com boas condições econômicas, e o passe, que foi batizado de “Dom Tancredo”, chegou a ficar famoso nas touradas de então. A verdade é que o público esperava que o ator fosse atingido pelos chifres do touro.

A história de Tancredo pode nos levar a duas reflexões. A primeira é que há pessoas que vivem em condições extremas e que, no desespero, são capazes de arriscar a própria vida para conseguir o mínimo. É uma realidade vivida por milhões de seres humanos. A segunda reflexão é sobre o “dontancredismo”, ou seja, a atitude de permanecer imóvel diante das adversidades da vida. Da mesma forma que Dom Tancredo permanecia imóvel diante do touro bravo, há pessoas que não reagem quando deveriam fazê-lo. São como estátuas de mármore: duras, frias e expostas.

Essas duas ideias nos levam a pensar sobre a natureza dos cristãos e o texto de hoje. Primeiro, precisamos estar cientes da realidade que nos cerca: milhões de pessoas sofrem, têm fome e vivem no limite. Não podemos ignorar essa situação, seria um pecado fazê-lo. Em segundo lugar, um cristão verdadeiro não pode escolher o “dontancredismo”. Um cristão não pode permanecer inerte diante da necessidade dos outros. Se o coração de alguém está fechado para a solidariedade, quem viverá nesse coração? Não é o amor de Deus. Então, quem ou o que será?

Muitas pessoas no mundo nos dão exemplos de comprometimento e generosidade ao doar parte de sua vida e seus recursos para ajudar os necessitados. Será que não podemos fazer o mesmo? Se já fazemos isso, agradeçamos a Deus, pois Ele habita em nosso coração. Se não o fazemos, ainda há tempo de abrir o coração e fazer as melhores escolhas para o bem. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/dom-tancredo/

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

DESTAQUE

O ABC do Entendimento: Uma Apresentação de Fatos 

Imagine o leitor ouvido a conversa de dois estudiosos, de um lado um biólogo não acreditando na teoria do gênesis com a alegativa de não ser possível que, de apenas um casal, pudesse existir a possibilidade do surgimento de quatro grupos sanguíneos: A, B, AB e O. Do outro lado, um teólogo se contrapondo a tal posicionamento e, com dados científicos, permitir ao oponente repensar sua teoria, não é empolgante fazer tais descobertas?
Nesse contexto, o autor apresenta como surgiu o povo hebreu, povo este que deixou um grande suporte cultural para a humanidade com sua linguagem, cultura e tradição; uma exposição básica de assuntos desse povo antes e depois da era comum, apresentando ainda, de uma forma simples, porém eficiente, a base das grandes descobertas científicas, apontando que os seus autores apenas apresentaram um método já previamente anunciado nas páginas sagradas.
A Palavra assim já diz: "E digo isto a vós outros que conheceis o tempo [...]"- (Romanos 13,11). É possível saber a que tempo estamos no cenário profético? Existirá realmente o fim de tudo? Existe harmonia entre ciência e fé? "Provai e vede".
Venha se aventurar no que o ABC do Entendimento tem a lhe propor, na certeza de grandes descobertas que será relevante na aquisição do conhecimento sem nenhum viés Proselitista.

por Francisco das C. G. de Sousa (Autor)  Formato: eBook Kindle

Fonte: https://www.amazon.com.br/ABC-Entendimento-Uma-Apresenta

O TESTEMUNHO DE TOMÉ

Leia João 20:19-31. O que podemos aprender com a história de Tomé sobre fé e dúvida? Que grande erro ele cometeu? 

Cristo apareceu aos discípulos após a Sua ressurreição, quando estavam trancados em uma casa, com medo. Tomé não estava com eles. Mais tarde, ele ouviu os relatos da ressurreição feitos por outros discípulos, mas ficou bastante aflito. Isso não se harmonizava com o que Tomé pensava a respeito do Reino. Além disso, ele certamente deve ter se perguntado por que Jesus teria Se revelado aos outros, sem a presença dele. 

Tomé disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos Dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado Dele, de modo nenhum acreditarei” (Jo 20:25). 

Tomé estava ditando condições para sua fé. Essa mesma atitude é mencionada várias vezes em João. Nicodemos respondeu a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (Jo 3:4). A mulher que estava junto ao poço disse: “O senhor não tem balde e o poço é fundo. De onde vai conseguir essa água viva?” (Jo 4:11). A multidão que havia sido alimentada com pães e peixes perguntou: “Que sinal o senhor fará para que vejamos e creiamos no Senhor?” (Jo 6:30). 

João contraria essa perspectiva de “ver para crer”. Quando Jesus encontrou Tomé após a ressurreição, Ele o convidou a vir, ver e tocar o Seu corpo ressuscitado. Mas então diz: “Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29). 

“Deus nunca pede que creiamos sem que nos dê suficientes provas sobre as quais possamos alicerçar nossa fé. Sua existência, Seu caráter e a veracidade de Sua Palavra se baseiam em testemunhos que falam à nossa razão; e esses testemunhos são numerosos. Apesar disso, Deus nunca removeu a possibilidade de dúvida. Nossa fé deve se basear em evidências, não em demonstrações” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2003], p. 105). 

Por meio da Palavra de Deus, da criação e da experiência pessoal, recebemos uma quantidade extraordinária de evidências que fortalecem nossa fé em Jesus. 

Se alguém lhe perguntasse: “Por que você crê em Jesus?”, o que você responderia?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/bem-aventurados-os-que-creram/

terça-feira, 12 de novembro de 2024

ÁGUA

Os pobres e necessitados buscam água, mas não a encontram; a língua deles está ressequida de sede. Mas Eu, o Senhor, os ouvirei, Eu, o Deus de Israel, não os abandonarei. Abrirei rios no alto dos montes e fontes no meio dos vales; transformarei o deserto em lençóis de águas e a terra seca em mananciais. Isaías 41:17, 18.

“ O brigada, Jesus!” Essas são as palavras que saem da minha boca toda vez que fico debaixo do chuveiro em casa na Jamaica. Para a maioria das pessoas, especialmente aquelas em países mais desenvolvidos, pode parecer estranho eu ser tão grata. No entanto, tendo crescido em Lakemoor Gardens, Spanish Town, Jamaica, sabíamos que um chuveiro com forte pressão de água era um luxo. Desde que voltamos para a Jamaica, fizemos muitas melhorias em nossa propriedade. Instalamos uma bomba que alimenta os tanques em nosso telhado e nos fornece uma forte pressão de água em toda a casa. 

Certa vez, ao voltar de uma viagem ao exterior, descobri que não tínhamos água. Aparentemente, uma adutora havia estourado, comprometendo o abastecimento de água da região. Após o terceiro dia de banho de caneca, eu me perguntava se meu próximo banho seria em seis semanas, quando eu voltaria para os Estados Unidos. Eu me desesperei, agonizei, orei um pouco (devo admitir que me desesperei mais do que orei) e liguei para a companhia de água. Muitas dessas ligações se mostraram inúteis porque ninguém (quando você realmente fala com alguém) tinha qualquer informação. Por fim, depois do que pareceram ter sido mil ligações, tivemos a certeza de que a água voltaria ao normal naquela quarta-feira. 

Contudo, apenas na noite de quinta-feira a pressão da água estava alta o suficiente para podermos usar nossa bomba de pressão. Louvado seja o Senhor! Na sexta-feira, tivemos pressão de água suficiente para lavar todas as nossas roupas sujas e tomar um belo banho. Eu até consegui lavar o cabelo! A água fria era tão boa. Tudo o que eu conseguia dizer no chuveiro era: “Obrigada, Jesus! Obrigada, Senhor!” 

Deus vê e conhece todas as coisas que nos causam estresse e desconforto. Por vezes, provações, como falta de água, comida ou dinheiro, surgem em nosso caminho para nos lembrar de que Ele é Aquele de quem devemos depender para todas as coisas. Ao realizar suas atividades hoje, encorajo-a a agradecer pelas pequenas coisas: uma bebi- da quente em um dia frio, um sorriso de uma colega de trabalho que ajuda a motivá-la durante algum estresse, lençóis limpos e um bom e forte banho quente. 

Que Deus a abençoe à medida que você continua a agradecer-Lhe por Sua bondade. 

Raylene McKenzie Ros

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/agua-2/

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

GUARDA-CHUVA

Com isso todos saberão que vocês são Meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros. João 13:35

Com o objetivo de estudar Direito em uma grande universidade, um jovem filipino se mudou para os Estados Unidos. Em sua primeira noite no campus, ele foi visitado por um aluno veterano. Depois de algumas palavras de boas-vindas, o veterano disse: “Caso haja algo que eu possa fazer para tornar seu tempo aqui ainda mais feliz, é só me avisar. Você pode contar comigo.” 

O calouro das Filipinas ficou impressionado com aquele gesto. Em seguida, disse: “Preciso encontrar uma igreja aqui perto.” Após ouvir o nome da congregação, o veterano disse: “Sua igreja fica um pouco longe daqui, e não é tão fácil achar o endereço, mas fique tranquilo. Eu farei um mapa para você.” 

O domingo seguinte amanheceu chuvoso. Quando o jovem filipino acordou e olhou pela janela, concluiu que o melhor a fazer era continuar dormindo, afinal a igreja ficava longe. Mas, quando ainda se ajeitava debaixo das cobertas, ele ouviu batidas à porta. Quando abriu, lá estava seu amigo veterano com dois guarda-chuvas. “Imaginei que, com essa chuva, você poderia ter dificuldade de encontrar sua igreja. Decidi acompanhá-lo até lá. Vamos?” O novato aceitou a proposta. 

Enquanto caminhava, o filipino pensou: “Se esse meu novo amigo está tão preocupado com a minha religião, acho que eu também deveria saber mais sobre a dele.” Já estavam no meio do caminho, quando o filipino perguntou: “Onde fica a sua igreja?” Prontamente, o veterano respondeu: “A igreja que frequento fica bem perto, a duas quadras daqui.” O filipino continuou: “Que tal irmos à sua igreja hoje? Na semana que vem, podemos ir à minha.” Naquele dia, eles foram à igreja do veterano, e o filipino nunca conheceu outra igreja naquela cidade. 

Aprendi que as pessoas vão se importar com o que falamos quando souberem o quanto nos importamos com elas. Ellen White escreveu: “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (A Ciência do Bom Viver, p. 300 [470]). 

Hoje você encontrará mil oportunidades de amar em seu caminho. Que seus olhos estejam abertos, e seu coração, sensível. Que sua vida seja a prova visível do amor de Deus. 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/guarda-chuva/

domingo, 10 de novembro de 2024

GOLAÇO

O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes Meus pequeninos irmãos, foi a Mim que o fizeram.” Mateus 25:40

Em muitos países, o futebol se converteu em algo mais do que um esporte. Ele passou a fazer parte de nossa fala cotidiana. Se queremos indicar que alguém fez algo com perfeição, dizemos que tal pessoa “fez um gol de placa”. Se algo ou alguém é realmente bom, dizemos que “joga um bolão”; se não é assim, então é “ruim de bola”. Quando aplicam um castigo a alguém, dão-lhe um “cartão vermelho”. Quando a situação se complica, “fechou o meio de campo”. E quando alguém está comprometido com algo, “veste a camisa”.

Na Comuna 18 de El Retiro, em Cali (Colômbia), as gangues e a violência são uma realidade cotidiana para os jovens. A ONG Ajuda em Ação decidiu intervir nessa realidade e criar o projeto “Golaço”, que usa o futebol como uma ferramenta de canalização e oferta de possibilidades para esses jovens. Com oficinas de leitura, aprendizado de valores e desenvolvimento de talentos, o projeto se mostra como uma iniciativa de solidariedade bem pensada e que entusiasma e melhora a vida dos jovens.

Semelhantemente, Andrés, um estudante de Educação Física argentino, se apresentou como voluntário em um projeto missionário em um país do Oriente. Sua paixão pelo futebol o levou a criar uma escolinha em um bairro muçulmano durante a época da Copa do Mundo. Em seu esforço para transformar a vida daquelas crianças, ele mostrou que o compromisso e a solidariedade são mais importantes do que qualquer método ou formação.

Os casos mencionados são de gente que “veste a camisa” em favor da redenção do próximo. A mensagem aqui é clara: muitas pessoas precisam de nossa ajuda, e a solidariedade é um caminho que todos podemos seguir. O futebol serve também como metáfora para o grande conflito. Nessa guerra entre o bem e o mal, Jesus é o nosso Treinador, e o time Dele já é campeão antes mesmo de a competição terminar. Todos nós somos convocados a jogar em Sua seleção de salvos, mas só participarão aqueles que aceitarem o chamado. E tem mais: ninguém deve ficar no banco de reservas, pois há campo suficiente para todos trabalharem. No fim, o prêmio será a coroa da vida (Ap 2:10). Portanto, não fique parado: entre em campo e marque um golaço! 

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/golaco/

sábado, 9 de novembro de 2024

COADJUVANTES

E eis que Lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, vendo a fé que eles tinham, disse ao paralítico: “Coragem, filho; os seus pecados estão perdoados.” Mateus 9:2

Virginia Apgar. Seu nome pode não ser tão famoso como o de outros médicos renomados, mas sua contribuição para a medicina é igualmente notável. Ela foi uma mulher pioneira, que desafiou as barreiras de gênero em uma época em que as mulheres não eram bem-vindas em certos campos profissionais. E foi justamente sua determinação que levou a uma das maiores revoluções na saúde infantil: o teste de Apgar. 

Observadora astuta, Virginia notou algo que os outros não haviam percebido: que muitos bebês estavam morrendo sem motivo aparente e que isso poderia ser evitado se houvesse um meio de avaliar de forma rápida a saúde do recém-nascido. E assim, com sua inventividade, ela criou um teste simples, porém eficaz, que avalia cinco indicadores-chave da saúde do bebê no momento do nascimento. 

Essa descoberta mudou a história da medicina neonatal. Graças ao teste de Apgar, os profissionais de saúde podem agora identificar rapidamente os bebês que precisam de atenção imediata e garantir que eles recebam o cuidado necessário. É difícil imaginar quantas vidas foram salvas por causa de uma ideia tão simples, mas revolucionária. 

Virginia Apgar pode não ter sido tão famosa quanto seus colegas masculinos, mas seu legado é inestimável. Ela foi uma verdadeira visionária cujo trabalho trouxe benefícios para milhões de pessoas em todo o mundo. E sua história é um lembrete poderoso de que cada um de nós pode fazer a diferença, não importa quão pequena pareça nossa contribuição. 

Todos nós, em nosso anonimato, temos o poder de mudar o mundo, como as pessoas que levaram o paralítico à presença de Jesus. Podemos ser coadjuvantes para os seres humanos, mas não para Deus. Podemos não ter a habilidade de um cirurgião nem a genialidade de um cientista, mas todos temos algo valioso para oferecer. E se seguirmos o exemplo de Virginia e dos maqueiros do relato bíblico, podemos deixar nossa marca na história e fazer a diferença para aqueles que precisam. Acima de tudo, podemos prepará-los para a eternidade. Faça bem-feita a sua parte, por mais simples que seja.

Fonte:  https://mais.cpb.com.br/meditacao/coadjuvantes/

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

BOM SÁBADO!

 O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más (Mateus 12:35).

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O TESTEMUNHO DA MULTIDÃO

Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:37, 38). 

João registra várias vezes em que Jesus fez declarações ousadas sobre Si mesmo, sobre quem Ele é e o que veio fazer. 

O texto de João 7:37 e 38 é outro exemplo do que Jesus afirmou sobre Si mesmo e sobre o que faria a todos que fossem até Ele. Essas também foram reivindicações impressionantes. 

Quando Jesus falou aos judeus que participavam da Festa dos Tabernáculos, qual foi a resposta de muitos da multidão? João 7:37-53 

Alguns disseram que Jesus era o Profeta que Moisés predisse (Dt 18:15-19). Outros pensavam que Ele fosse o Cristo. Mas isso levantou o argumento de que o Messias não viria da Galileia, pois Ele seria descendente de Davi e nasceria em Belém. Tudo isso era verdade sobre Jesus (Mt 1; 2), embora muitos não soubessem! 

Até mesmo os guardas enviados para prender Jesus ficaram impressionados com a eloquência de Suas palavras. Os fariseus responderam aos guardas com outra pergunta: “Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu Nele?” (Jo 7:48). A pergunta dos fariseus deu a João a oportunidade de mencionar novamente Nicodemos, que, depois de ter se encontrado com Jesus, tentava protegê-Lo das maquinações dos líderes religiosos: “Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?” (Jo 7:51). 

Será que Nicodemos já aceitava Jesus como o Messias? Embora essa cena não prove que ele já aceitasse, a Bíblia dá evidências sólidas de que Nicodemos passou a crer Nele entre esse momento e o que ocorreu depois da morte de Jesus (Jo 19:39, 40). 

Assim, a resposta àquela pergunta dos fariseus era: sim, um dos fariseus acreditava Nele

Leia João 7:49. O que os líderes diziam que mostrava o desprezo deles pelas multidões que seguiam Jesus? Que lição podemos tirar desse fato?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/mais-testemunhos-sobre-jesus/#licaoQuinta

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

MUNDANISMO

Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do maligno. João 17:15

Na Bíblia há muitas promessas de proteção para aqueles que amam a Deus e escolhem andar em Seus caminhos. Porém isso não garante aos filhos de Deus uma vida livre de problemas. O texto de hoje traz um pedaço da oração de Jesus em favor de Seus seguidores. Ele pediu ao Pai que os livrasse do maligno. E o que aconteceu? Os discípulos foram perseguidos, arrastados diante de tribunais e sentenciados por simplesmente declarar sua fé em Jesus. Alguns foram decapitados; outros, crucificados. Será que a oração de Cristo não tinha poder? Ou Seu pedido não foi ouvido pelo Pai? 

Nada disso. Alguns versos antes, durante a mesma reunião no cenáculo, Jesus disse: “Neste mundo vocês terão aflições” (Jo 16:33). Então qual seria o efeito da proteção divina sobre os Doze? Aprendi que a pior coisa que o mal pode fazer a um ser humano não é levar as posses, arruinar a saúde ou frustrar um sonho. É torná-lo malvado. A proteção que Deus oferece é para o coração e para a fé. É o que nos possibilita atravessar as tempestades da vida sem perder a visão das coisas eternas, sem desanimar e sem abandonar nossos valores. Nesse sentido, os discípulos de Jesus foram protegidos. Enfrentaram um império sem perder a fé. Entregaram a vida, mas não perderam a coroa. O diabo percebeu isso, e, por essa razão, sua estratégia mudou. Em lugar de perseguição, passou a oferecer amizade. A oposição completa deu lugar ao diálogo conciliador, e, assim, antigos rivais foram se tornando cada vez mais parecidos. 

Paulo aconselhou os cristãos em Roma: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm 12:2). No fim das contas, a intenção do inimigo é que os cristãos sejam cada vez menos parecidos com Cristo. Ele trabalha para deformar o ser humano, roubando a imagem divina do projeto original. É contra esse ataque que a maior proteção é requerida. O cristão está no mundo, mas não pertence ao mundo. Ele é como um barco atravessando o mar. Enquanto estiver na água, está tudo bem. Mas, no momento em que a água estiver dentro dele, a ruína está anunciada. 

Permita hoje que Deus guarde você mais uma vez. Encha-se de Sua Palavra e não dê espaço para as mentiras do diabo. 

Fontes: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mundanismo/