
Leia
Mateus 22:37-40 e Êxodo 20:1-17. De que maneira o resumo que Jesus
fez dos mandamentos nos ajuda a compreender cada um deles?
Os
Dez Mandamentos são como uma Constituição. Depois de uma breve
introdução que define o fundamento sobre o qual as declarações
são feitas – nesse caso, o fato de Deus ter libertado Seu povo –
o documento lista os princípios centrais sobre os quais a nação
está alicerçada. Na lei de Deus existem ordens específicas sobre
como o ser humano pode viver melhor seu amor a Deus e ao próximo.
Não é de admirar que muitas nações com uma herança cristã
tenham extraído o fundamento de suas leis desses princípios
orientadores.
Embora
algumas dessas declarações sejam breves, não devemos subestimar a
amplitude de seu impacto nem a abrangência dos Dez Mandamentos como
a lei da vida. Por exemplo, o sexto mandamento, “Não matarás”
(Êx 20:13), resume e inclui “todos os atos de injustiça que
tendem a abreviar a vida”, bem como “uma negligência egoísta de
cuidar dos necessitados e sofredores” (Ellen G. White, Patriarcas
e Profetas, p. 308). Semelhantemente, a proibição de
furtar (veja Êx 20:15) condena o “tráfico de escravos e proíbe
a guerra de conquista”. Ela “requer o pagamento de débitos
e salários justos”, além de proibir “toda a tentativa de obter
vantagem pela ignorância, fraqueza ou infelicidade de outrem”
(Patriarcas e Profetas, p. 309).
Podemos
facilmente dizer a nós mesmos que não somos pessoas ruins. Por
exemplo, se não estivermos diretamente envolvidos em assassinatos ou
furtos evidentes, pode parecer que estamos em boa situação. Mas ao
falar sobre os mandamentos, Jesus deixou claro que eles não são
cumpridos simplesmente pelo fato de deixarmos de realizar algumas
ações específicas. Ao contrário, nossos pensamentos e motivações,
e até a omissão em fazer coisas que sabemos que devemos fazer,
podem ser transgressões da Lei de Deus (veja Mt 5:21-30).
Portanto,
imagine uma sociedade na qual cada um dos Dez Mandamentos fosse
levado a sério e vivido plenamente. Seria uma sociedade ativa e
vibrante, em que todos entusiasticamente agiriam com base em seu amor
a Deus, amando e cuidando uns dos outros.
Por
que temos a tendência de interpretar os Dez Mandamentos de maneira
restrita e limitada, muitas vezes ignorando as aplicações mais
amplas desses importantes princípios em nossa vida? Por que a
interpretação mais restrita é mais fácil de ser seguida na
prática?
Fonte
do texto: https://mais.cpb.com.br/licao/plano-para-um-mundo-melhor/
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