quarta-feira, 7 de julho de 2021

ENGANADOS PELA VISÃO

 Então, os israelitas [...] não pediram conselho ao Senhor. Josué 9:14

Com a destruição de Jericó e Ai, os gibeonitas, que viviam nas quatro cidades das colinas a oeste, sabiam que seriam os próximos da lista. Mas, em vez de aceitar a provisão do Senhor para todos os cananeus que renunciassem à idolatria e se unissem a Israel, recorreram ao estratagema.

Uma estranha delegação adentrou calmamente no acampamento em Gilgal. Seus animais de carga estavam carregados de velhos sacos e odres de vinho remendados. Os próprios embaixadores usavam sandálias gastas e roupas velhas. Os gibeonitas haviam escolhido os melhores recursos visuais e seus principais atores para a ocasião. “Chegamos de uma terra distante”, explicaram, “fazei, pois, agora, aliança conosco” (Js 9:6).

Deus tinha advertido especificamente a Israel quanto a fazer qualquer tipo de aliança com os cananeus. Por isso Josué e seus oficiais superiores tiveram esta dúvida. “Porventura, habitais no meio de nós; como, pois, faremos aliança convosco?”, perguntaram (Js 9:7).

Com gestos cativantes e convincentes apelos, os gibeonitas mostraram a Josué e seus homens o pão bolorento que supostamente foi tirado quente do forno quando partiram. Então deram-lhes uma ideia geral de seu vestuário, que aparentemente provava que eles tinham saído de algum país distante, do outro lado das fronteiras de Canaã.

Josué e seus príncipes sentiram que não necessitavam importunar o Senhor, visto que consideravam ter elementos suficientes para a tomada de decisão. Três dias depois Israel descobriu o ardil. Os gibeonitas viviam precisamente no meio deles! Mas o tratado tinha sido feito e não houve desistência do juramento.

Muitas armadilhas da vida poderiam ser facilmente evitadas se tão somente confiássemos no Senhor em vez de nos apoiarmos no próprio entendimento, como fizeram Josué e seus liderados. “Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3:6).

Jan S. Doward, 2/3/1985

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/enganado-pela-visao/

terça-feira, 6 de julho de 2021

MARCAS DE AMOR

 Mas Deus demonstra Seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Romanos 5:8

Onde há amor não há desperdício de palavras. Amor é um termo de referência que norteia ações e posicionamentos. O amor é sempre o melhor argumento. Mas não vale um amor apenas de palavras. A maior carência do mundo é de ação: um amor prático, que ultrapassa barreiras, respeita a liberdade, mostra o caminho, vence a morte e está disposto a morrer por você. Essa é a linguagem que o ser humano entende. É exatamente o que Jesus fez por nós.

Quando Ele viveu na Terra, muitas vezes Suas palavras não foram aceitas. O apóstolo João afirmou: “Muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele. Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6:66-68, ARA).

Pedro testemunhou que Jesus andava por toda parte fazendo o bem (At 10:38). O Mestre sabia como demonstrar amor por meio de atos de bondade. Quando ia a algum lugar, os cegos voltavam a ver; os famintos eram alimentados; os sofredores, aliviados; as viúvas, amparadas. Milagres maravilhosos eram realizados por Jesus!

Isso ainda pode acontecer. Quando Cristo nos mostra Suas mãos perfuradas pelos pregos, está dizendo: “Eu morri por você, para lhe trazer cura e salvação. Deixei o Céu porque o amo.” Somente Ele tem as palavras da vida eterna. Foi para isso que veio ao mundo: para nos dar vida plena. Mas Ele foi além das palavras, entregando-Se em sacrifício, tão cheio de amor que nos constrange. Se não formos a Jesus, para quem iremos? Se não formos a Jesus, onde teremos paz verdadeira?

A morte de Cristo nos revelou o que é amor na prática. Ele carregará para sempre as marcas de Sua humilhação e vergonha, de Sua rejeição e morte, para que tenhamos em nós as marcas da dignidade, aceitação e vida. Suas cicatrizes fazem um apelo de consequências eternas: “Venha! Beba da água da vida. Venha, aceite Meu sacrifício.” Quem poderia nos oferecer mais?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/marcas-de-amor/

segunda-feira, 5 de julho de 2021

A PRIMA-DAMA DA REFORMA

 O mundo não era digno deles. [...] No entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Hebreus 11:38, 39

Käthe era uma adolescente quando foi para o convento. Lá conheceu folhetos escritos pelo monge Lutero.

Um dia, Käthe disse à tia, freira, que não tinha paz interior, nem queria confessar ao padre. Então a tia e as meninas que não desejavam mais permanecer no convento escreveram ao Dr. Lutero.

Ele solicitou ajuda a um amigo comerciante. Certo dia, 11 freiras e a tia de Käthe pularam uma janela, escondendo-se junto aos barris de peixe salgado, que tinham sido esvaziados pela cozinheira.

Lutero encaminhou todas ao casamento. Tempos depois, Käthe, com 26 anos, e Lutero, com 42, casaram-se, indo morar no mosteiro de Witemberg.

Quando nasceu o primeiro filho, João, Lutero disse: “Käthe, como Satanás deve estar irado! Ele queria ter acabado comigo; agora tenho uma razão a mais para viver: treinar uma criança para seguir meus passos.”

Na juventude, Lutero maltratara o corpo com as cruéis penas. Isso o debilitou. Por essa razão, Käthe lhe dava alimentos simples e remédios caseiros.

Os problemas da igreja recém-reformada eram-lhe uma constante preocupação. Käthe tentava encorajá-lo, às vezes em vão.

Em uma tarde, Lutero encontrou a esposa vestida de preto. Entre lágrimas, ela lhe disse: “Você não sabe que Deus está morto?” Lutero riu, mas Käthe insistiu: “Amado doutor, Deus está morto, ou você não estaria tão desanimado. Você sempre disse que nosso Pai cuida de nós, mas não consegue sorrir nem comer.”

Lutero abraçou Käthe e disse: “Deus me deu você, porque eu precisava de uma mulher sábia!”

Vendo o marido cada vez mais cansado e sobrecarregado, Käthe o distraía com jantares e passeios ao ar livre. Também o convenceu a comprar um terreno para capinar com os filhos. O ar puro e os exercícios lhe renovaram as forças.

As questões da reforma enchiam a Alemanha. Pouco depois de ter passado dias agradáveis com a família em Zu?lsdorf, Lutero foi levado a uma missão importante, vindo a falecer. Após anos de lutas, Käthe descansou, mas um de seus filhos já era grande pregador; outro, médico; e a filha, casada com um nobre.

Katharina von Bora foi fiel às suas convicções, e Deus lhe deu uma missão especial. Se Deus lhe deu um companheiro, ele também é sua missão. E com Deus haverá grandes vitórias.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/a-primeira-dama-da-reforma/

domingo, 4 de julho de 2021

TROCA DE VESTES

 Então respondeu, aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestes finas. E disse eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e vestiram-no das roupas; e o anjo do Senhor estava em pé. Zacarias 3:4,5

As imaculadas vestes da justiça de Cristo são colocadas sobre os provados, tentados mas fiéis filhos de Deus. […] Seus nomes são retidos no livro da vida do Cordeiro, registrados entre os fiéis de todos os séculos. Resistiram aos ardis do enganador; não foram demovidos de sua lealdade pelos rugidos do dragão. Acham-se agora eternamente seguros dos ardis do tentador. […] E os remanescentes são não só perdoados e aceitos, mas também honrados. Um “turbante limpo” (Zc 3:5) lhes é colocado sobre a cabeça. Serão como reis e sacerdotes para Deus. Enquanto Satanás insistia em suas acusações e procurava destruir esse grupo, santos anjos, invisíveis, passavam para cá e para lá, colocando sobre eles o selo do Deus vivo. Esses são os que se acharão sobre o monte Sião com o Cordeiro, tendo escrito na fronte o nome do Pai (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 475).

sexta-feira, 2 de julho de 2021

SHABBAT SHALOM!!!

 

Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Atos 17:27

VIVENDO EM UMA SOCIEDADE QUE NÃO PARA

  A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Sl 84:2).

Tique-taque; tique-taque; tique-taque. O relógio funcionava regularmente e de modo implacável. Faltavam duas horas para o início do sábado. Maria suspirou ao examinar o apartamento. Os brinquedos das crianças ainda estavam espalhados pela sala; a cozinha estava uma bagunça; Sara, a filha mais nova, estava deitada na cama com febre; e Maria tinha concordado que no dia seguinte serviria como recepcionista em sua igreja, o que significava que todos teriam que sair de casa 30 minutos mais cedo. “Eu gostaria de encontrar sossego amanhã”, Maria pensou melancolicamente.

Do outro lado da cidade, Josué, marido de Maria, estava na fila para pagar por suas compras. O trânsito havia sido um pesadelo. A fila do caixa era longa. “Eu preciso descansar. Não posso continuar assim”, Josué gemeu interiormente. “A vida não deve se resumir a isso”.

Nossa vida é governada por horários de pico no trânsito, horas de trabalho, consultas médicas, conversas pelas redes sociais, compras e atividades escolares. Quer usemos transporte público, pilotemos uma motocicleta ou dirijamos um carro para transportar nossa família, o envolvimento com o mundo ao redor ameaça sufocar o que é realmente importante.

Como podemos encontrar descanso em meio a tanta agitação?

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/vivendo-em-uma-sociedade-que-nao-para/

quinta-feira, 1 de julho de 2021

COMENTÁRIO

 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. Gênesis 2:2

A passagem mais abrangente da Bíblia sobre o descanso sabático encontra-se em Gênesis 2:1-3. No fim da semana da criação, Jesus, nosso amoroso Criador, estabeleceu um palácio no tempo, como afirma o autor judeu Abraham Heschel. A cada sábado, Jesus nos convida a deixar nossas preocupações, inquietações e ansiedades para trás e entrar em Seu palácio para descansar Nele. Palácios terrestres são localizações geográficas distintas. Por exemplo, o de Versalhes, na França, contém 700 quartos e mais de 67.000 mde área útil. Como patrimônio da humanidade, é uma das mais grandiosas construções do século 17.

O sábado, o palácio de Deus no tempo, é muito mais significativo e surpreendente. Não data do século 17, mas do início dos tempos, na criação. Atravessa os séculos e agracia o planeta com um tempo sagrado a cada semana. É um lembrete perpétuo de onde se encontra o verdadeiro descanso. O sábado fala de um Deus que conhece intimamente nossas necessidades humanas básicas. Ele “descansou nesse dia” e foi revigorado, não porque estivesse cansado, mas porque sabia que nós estaríamos esgotados. Gênesis 2:2 diz: “E, havendo Deus terminado no sétimo dia a sua obra [...]”. O tempo não é um ciclo interminável de eventos consumidos pelo trabalho. Deus graciosamente nos deu uma pausa divina, um tempo para aprofundar nosso relacionamento com Ele, renovar a mente, revigorar o corpo e desfrutar de relações familiares positivas.

Esse descanso sabático divino traz consigo a certeza da preocupação amorosa de nosso Criador por nós. Nele temos paz. O sábado é um antídoto para o estresse. É a garantia de que o Deus que criou este mundo não Se esqueceu dele e não Se esqueceu de nós. À medida que nos lembramos do dia de sábado para santificá-lo, nosso Criador Se lembra de nós nesse dia e derrama abundância de bênçãos celestiais em nossa vida para nos libertar da escravidão do medo, das correntes da ansiedade e da prisão das preocupações.

Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/vivendo-em-uma-sociedade-que-nao-para/