Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no Senhor nosso Deus iniquidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno. 2 Crônicas 19:7
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
quinta-feira, 9 de janeiro de 2025
GASOLINA ADULTERADA
Então, Deus disse: – Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra que produzem sementes e todas as árvores que produzem frutos com sementes. Elas serão alimento para vocês. Gênesis 1:29
Há algum tempo, convidei meu amigo Hudson para irmos a Feira de Santana, na Bahia. Ao sairmos, passamos em um posto de gasolina. Após o abastecimento, o carro começou a falhar e chegou a desligar o motor várias vezes. Conseguimos chegar a uma oficina. O mecânico deu o diagnóstico: problema com o combustível. Era gasolina adulterada, com excesso de água ou álcool.
Como você deve saber, o motor do carro é responsável por transformar combustível em energia. No centro desse sistema existe uma câmara de combustão chamada cilindro. Dentro dela se misturam combustível e oxigênio, o que provoca a combustão e faz os pistões se movimentarem girando um eixo chamado virabrequim. Esse eixo leva energia mecânica até o sistema de transmissão, que a distribui para as rodas. O resultado dessa reação em cadeia é o movimento do carro.
Em meu carro, com a gasolina adulterada, o oxigênio que encontrava o combustível não estava gerando a combustão necessária para movimentar os pistões. Por isso, o motor apagava.
Do mesmo modo que alguém projetou o motor do meu carro e determinou o combustível adequado, nosso Criador projetou o corpo humano para transformar alimento em energia. Ele nos disse qual seria o alimento ideal. O verso de hoje nos ensina que, para nos proporcionar vigor e saúde, Deus estabeleceu uma dieta à base de frutas, verduras e cereais.
Como está a sua alimentação? Você tem cuidado dessa máquina fantástica, que é o seu corpo, com produtos de primeira ou de segunda categoria? Experimente a alimentação ideal, à base de frutas, verduras e cereais, ensinada por Deus, e veja como seu corpo reage. Tenho certeza de que você terá muito mais energia e saúde.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/gasolina-adulterada/
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS SÃO ESCOLHIDOS
Deus não apenas ama as pessoas por Sua própria vontade, mas também as convida a corresponder ao Seu amor. Ele nos dá a capacidade de escolher se aceitaremos ou rejeitaremos Seu amor. Isso fica claro na parábola sobre o banquete de casamento.
Leia Mateus 22:1-14. Qual é o significado dessa parábola?
Na parábola do banquete de casamento, um rei organiza uma festa para seu filho e envia seus servos para “chamar os convidados”, mas eles “não quiseram vir” (Mt 22:2, 3). Depois de várias tentativas, os convidados continuaram ignorando o chamado. Para piorar, prenderam e mataram os servos enviados (Mt 22:4-6).
Depois de ter punido os que mataram alguns de seus servos, o rei disse a outros servos: “A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. Vão, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem” (Mt 22:8, 9). Então, temos o episódio de um homem que se recusou a usar a roupa apropriada para o casamento e foi colocado para fora. Isso indica a necessidade de receber as vestes nupciais oferecidas pelo rei para participar do banquete. Jesus encerrou a parábola com uma frase enigmática, mas altamente significativa: “Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos” (Mt 22:14).
O que essa frase significa? Os que são finalmente “escolhidos”, os “eleitos”, são os que aceitaram o convite para o casamento. Na parábola, o termo traduzido como “chamar” e “convidar” é a palavra grega kaleo (chamar, convidar), e o que determina quem é finalmente “eleito” (eklektos) é se ele aceitou livremente o convite.
Deus chama (ou convida) todos para a festa de casamento. No entanto, cada um de nós pode recusar Seu amor. A liberdade é essencial para o amor. Deus nunca irá impor Seu amor. Infelizmente, podemos rejeitar o relacionamento de amor com Ele.
Os “escolhidos” são os que aceitam o convite. Para os que amam a Deus, Ele preparou coisas mais maravilhosas do que imaginamos. Tudo se resume à questão do amor e da liberdade inerente ao amor.
Você aceitou o convite de casamento e está usando as vestes nupciais
Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/deus-ama-com-generosidade/#licaoQuarta
terça-feira, 31 de dezembro de 2024
PORTÃO DE EMBARQUE
E, quando Eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver. João 14:3
Eu estava no aeroporto de Recife quando ouvi o aviso que vinha do sistema de som: “Atenção, Sra. Fernanda Pereira, nosso voo Azul 4320 com destino ao aeroporto de Guarulhos não será o mesmo sem você. Estamos esperando a senhora no portão de embarque de número 8.” As palavras simpáticas da moça da companhia aérea me fizeram lembrar imediatamente das palavras do texto bíblico que escolhi para hoje. Ah, como gostaria de ouvi-las dos próprios lábios do meu Senhor Jesus! Essa é a maior promessa da Bíblia. É a certeza que nos move confiantes em direção ao futuro. Jesus em breve vai voltar!
Nesta última página, gostaria de lembrá-lo de que o Céu não será o mesmo sem você. Não falta muito para o embarque mais aguardado da história acontecer. O anúncio das trombetas vai ser ouvido nos quatro cantos do planeta, mas o convite da graça precisa ser aceito enquanto é tempo. Faça de Cristo o primeiro, o último e o melhor em sua vida. Temos um encontro marcado no portão de embarque para a eternidade.
Maranata!
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/portao-de-embarque/
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
RESGATE
E, quando Eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver. João 14:3
Orestes Lorenzo era um piloto de elite, veterano de guerra, respeitado por colegas e pelo governo. Em 20 de março de 1991, ele decolou de uma base militar pilotando o avião mais moderno da Força Aérea Cubana. Voando em baixa altitude, Orestes atravessou a fronteira entre Cuba e os Estados Unidos e aterrissou na Flórida. Depois desse feito, recebeu o status de refugiado político. No entanto, havia um problema em seu plano.
O piloto imaginou que seria simples trazer sua esposa e seus dois filhos para viverem com ele nos Estados Unidos, mas não foi. O comandante das Forças Armadas de Cuba enviou uma mensagem a Victória, esposa de Orestes: “Diga ao seu marido que, se teve coragem para levar um de nossos aviões, tenha coragem também para vir buscá-los pessoalmente.”
Foi exatamente o que aconteceu. O dia escolhido foi 19 de dezembro de 1992, quase dois anos depois. Por intermédio de amigos, Orestes se comunicou com a família e deu todas as orientações sobre o resgate. Mãe e filhos deviam estar em uma estrada em frente à praia El Mamey, a cerca de 150 quilômetros de Havana. Deviam usar roupas cor de laranja, a fim de que pudessem ser vistos de longe. Além disso, eles teriam apenas 30 segundos para embarcar na aeronave que Orestes havia comprado com dinheiro emprestado. No fim da tarde, Orestes estava de volta à Flórida com a família completa. Na primeira entrevista coletiva que deu à imprensa, ele declarou: “Digam ao comandante que eu voltei!”
Quando li essa história pela primeira vez, fiquei emocionado. Inevitavelmente fui levado a pensar em outro resgate que vai acontecer em breve. Jesus subiu ao Céu diante dos olhos marejados de Seus discípulos, mas prometeu voltar para nos buscar. De modo diferente de Orestes Lorenzo, o Mestre não nos deu uma data. Não sabemos o dia nem a hora do resgate. Mas Ele deixou muitos recados para nós em Sua Palavra. Temos orientações sobre a maneira certa de esperá-Lo. Ele tem expectativas a nosso respeito enquanto ainda estamos aqui vivendo à espera desse encontro.
Abra a Bíblia. Fique atento aos sinais e prepare-se. Não falta muito, e o Rei Jesus vai aparecer nas nuvens do céu. Ele prometeu.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/resgate-2/
sábado, 28 de dezembro de 2024
DEUS AMA COM GENEROSIDADE
“Eu curarei a infidelidade deles e os amarei com generosidade, pois a Minha ira desviou-se deles” (Os 14:4, NVI).
Ainda que Pedro tivesse negado Jesus três vezes, como havia sido predito pelo próprio Jesus (Mt 26:34), essas negações não foram o fim da história. Após a ressurreição, Jesus perguntou a Pedro: “Você Me ama mais do que estes outros Me amam?” E Pedro respondeu: “Sim, o Senhor sabe que eu O amo.” Jesus disse: “Apascente os Meus cordeiros.” Então, perguntou novamente a Pedro: “Você Me ama?” E o discípulo respondeu: “Sim, o Senhor sabe que eu O amo.” Cristo disse: “Pastoreie as Minhas ovelhas.” Novamente, pela terceira vez, Ele perguntou a Pedro: “Você Me ama?” “Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela terceira vez: ‘Você Me ama?’” Então, respondeu: “O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu O amo.” E Jesus disse: “Apascente as Minhas ovelhas” (Jo 21:15-17). Assim como Pedro negou Jesus três vezes, foi restaurado três vezes por meio da pergunta crucial: “Você Me ama?” .
Não importa quais sejam as nossas circunstâncias, que podem ser bem diferentes das de Pedro, o princípio é o mesmo. A pergunta que Jesus fez a Pedro é, de fato, a questão fundamental que Deus nos apresenta aqui e agora: “Você Me ama?” .
Tudo depende de como respondemos a essa pergunta.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/deus-ama-com-generosidade/
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
MENSAGEM AO CÉU
Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Certamente venho sem demora.” Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20
Em 2016, Linus e Sabina Jack partiram da ilha de Weno, na Micronésia, em direção à ilha de Tamatam. Levavam consigo apenas mantimentos e nada mais. E, inevitavelmente, se perderam. O que fazer em meio à vastidão do oceano? Sem meios de comunicação, o casal escreveu um enorme “SOS” na orla da ilha de Fayu, próxima ao Havaí. Foi somente alguns dias depois, quando um avião da marinha dos Estados Unidos avistou a mensagem, que o resgate pôde ser providenciado. Acho essa história um autêntico símbolo. Que mensagens enviamos ao Céu?
As linhas de Nazca, no Peru, são outro exemplo de mensagem enviada ao céu. Observando as figuras de macacos, aranhas, pássaros, flores e aquela conhecida como “o astronauta”, podemos imaginar muitas teorias acerca do seu significado. Alguns afirmam que as figuras eram calendários astronômicos, enquanto outros dizem que se tratavam de templos ao ar livre. Independentemente da interpretação, fica claro que as pessoas que as criaram desejavam enviar uma mensagem ao céu que falasse de sua identidade.
Hoje, com a ajuda do Google Maps, podemos ver muitas outras mensagens que falam de diversas identidades. Menciono duas. Em Ciudad Juárez, no México, uma imagem de um imenso cavalo na montanha revela a paixão dos seus habitantes pelos equinos. As Palm Islands, em Dubai, por sua vez, são um exemplo de uma mensagem ao céu que fala do luxo e da riqueza do lugar.
Mas, afinal, qual seria a mensagem que gostaríamos de enviar ao Céu? Ao construir o novo templo da Universidade Adventista do Prata (UAP), em 2011, a comunidade se fez essa pergunta. Como poderiam oferecer uma mensagem que mostrasse sua identidade a todos que a observassem do alto? A resposta foi clara e uníssona: o texto de Apocalipse 22:20, “Vem, Senhor Jesus!” E assim foi feito. A frase foi colocada em frente à entrada da igreja e pode ser lida no Google Maps. A mensagem que a comunidade deseja enviar ao céu é clara e direta: a segunda vinda de Jesus é nosso anelo.
Você também pode enviar sua mensagem ao Céu. Pode ser uma oração, um pedido de ajuda ou uma declaração de amor. O importante é que essa mensagem expresse sua identidade e sua esperança.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/mensagem-ao-ceu/
quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
NATAL
Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:11
No dia 27 de abril de 1994, minha esposa nasceu. No dia 11 de maio de 1950, meu pai nasceu. No dia 16 de dezembro de 1953, minha mãe nasceu. No dia 29 de novembro de 1987, meu irmão nasceu. No dia 10 de dezembro de 1990, minha irmã nasceu. Não precisei consultar um bloco de notas nem depender dos lembretes do celular para escrever essas datas. Elas estão gravadas em minha memória. Se não esquecemos o dia do nascimento das pessoas mais importantes de nossa vida, não é estranho que o dia do nascimento da pessoa mais importante do Universo tenha se perdido no tempo?
Quando Jesus nasceu? Não se sabe ao certo. Alguns dizem que foi em abril. Outros entendem que deve ter sido entre setembro e outubro. Vários estudiosos já tentaram desvendar esse mistério, levando em consideração desde o clima da época até o turno de serviço dos sacerdotes no templo. O único ponto em que praticamente todos concordam é que não foi em 25 de dezembro. Sinceramente, creio que não há problema algum em lembrar nesta data o fato extraordinário de um dia a Terra ter recebido seu mais ilustre habitante, o Filho de Deus, o Príncipe Emanuel.
E quanto ao local, onde Jesus nasceu? Diferente da cabana de madeira pintada nos quadros de Natal, provavelmente Jesus tenha nascido em uma caverna utilizada para abrigo de animais. Um lugar escuro e que cheirava mal. Jesus chegou a este mundo tendo mais animais do que pessoas como testemunhas de Seu nascimento. O mais interessante é que talvez tudo isso cumpra um propósito.
O dia esquecido no calendário humano carrega consigo uma lembrança constante. Todos os dias podemos celebrar o nascimento de Jesus. Para o cristão, portanto, todo dia é Natal. Além disso, a manjedoura nos lembra que o Rei Jesus deseja nascer, inclusive, em nosso coração, pois não há lugar simples demais, longe demais, esquecido demais ou sujo demais em que Ele não possa nascer.
C. S. Lewis colocou nos lábios de um de seus personagens uma impressionante constatação: “Em nosso mundo já aconteceu uma vez que, dentro de um certo estábulo, havia uma coisa que era muito maior que o mundo inteiro.” Abra seu coração hoje, independentemente de como ele estiver. Permita que o Eterno nasça em você.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/natal-3/
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
ANIVERSARIANTE
Porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Isaías 9:6
Imagine se seus amigos organizassem uma festa de aniversário para você, mas não se dessem ao trabalho de convidá-lo. O que você sentiria? É quase impensável, não é mesmo? Afinal, onde já se viu uma festa de aniversário onde o próprio aniversariante não é bem-vindo? No entanto, o inconcebível se torna rotina quando se aproxima o Natal. Em meio às luzes, aos pinheiros e presentes, às vezes, pouco espaço resta para o real motivo da celebração.
Com o tempo, o espírito natalino passou a ter mais a ver com mensagens de paz, encontros familiares e comidas típicas da estação do que com a lembrança da visita mais ilustre que nosso planeta já recebeu. Embora não se possa afirmar que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro, esta é a data que escolhemos para lembrar Seu nascimento. De certa forma, neste dia celebramos Seu aniversário. Sempre que chega essa data, lembro-me da pergunta que um dia alguém fez a uma garotinha de cinco anos: “Você ganhou tudo que queria neste Natal?” A menina pensou um pouco e respondeu: “Não. Mas não tem problema. Esse não é o meu aniversário!”
Ellen White nos aconselha a lembrar a principal razão do Natal: “Enquanto vocês estão planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-lhes nosso Amigo celestial, para que vocês não passem por alto Suas reivindicações. Ele Se agradará se mostrarmos que não O esquecemos” (O Lar Adventista, p. 397 [480]).
Não sei como será sua noite de Natal. Pode ser que a família se reúna, troque presentes e abraços. Espero que seu prato predileto esteja sobre a mesa e que as fotos desse momento consigam captar a alegria do coração de todos na casa. Mas não permita que a noite seja de mesa farta e casa cheia enquanto o lugar do aniversariante se encontra vazio. Celebre, sorria, abrace. Só não deixe Jesus do lado de fora da festa.
Que Ele seja o primeiro, o último e o melhor em tudo de sua vida e que você tenha um Feliz Natal!
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/aniversariante/
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
PEQUENO, MAS DEVASTADOR
Dirige os meus passos, conforme a Tua palavra; não permitas que nenhum pecado me domine. Salmo 119:133, NVI
No dia 15 de dezembro de 2017, sofri uma escoriação pequena e insignificante no dedo médio da mão direita. Sangrou um pouco por alguns segundos e parou rapidamente. Sete dias depois, em 22 de dezembro, acordei com aquele pequeno e “insignificante” ferimento causando estragos em meu corpo. Meu dedo médio estava inflamado, muito inchado e extremamente dolorido. Eu não havia protegido o pequeno ferimento da exposição a bactérias – na verdade, nem pensei nisso.
No dia 24 de dezembro, eu estava na sala de emergência de um hospital local precisando de antibióticos orais. No dia 26 de dezembro, meu médico receitou um antibiótico mais forte, mas na noite de quarta-feira, 27 de dezembro, com calafrios percorrendo meu corpo, fui internada no hospital local, tratada com antibióticos intravenosos e com uma cirurgia da mão agendada para o dia seguinte.
O pequeno e “insignificante” arranhão que sofri em 15 de dezembro tornou-se o portal de bactérias para a infecção instalada na articulação do meio do meu dedo. A cirurgia era necessária para limpar a articulação e aliviar a pressão perigosamente alta que restringia o fluxo sanguíneo para a área, que poderia causar lesões permanentes ou a morte daquele dedo por falta de oxigênio. Seis meses depois daquele pequeno ferimento, meu dedo ainda não estava completamente curado. Ainda estava dolorido e inchado, eu não conseguia dobrá-lo completamente e precisei de fisioterapia para recuperar seu funcionamento normal.
Essa experiência me lembra da gravidade do pecado, os “pequenos” pecados em minha vida que parecem insignificantes: uma mentirinha inocente contada para me proteger de revelar uma verdade que não quero que seja conhecida – ou fofoca, in- veja ou malícia no meu coração. Embora não sejam considerados pecados hediondos como o adultério, abuso sexual infantil ou o assassinato, eles ainda podem infeccionar, tornar-se habituais, multiplicar-se e separar-me de Deus. Eles podem restringir o crescimento espiritual e levar à morte eterna.
Ellen G. White escreveu no livro Caminho a Cristo, p. 24: “A ‘luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo’ (Jo 1:9), ilumina também os secretos escaninhos da alma, e as coisas ocultas das trevas se põem a descoberto”. Eu frequentemente invoco o Espírito Santo, minha Luz, para iluminar e erradicar esses “pequenos” pecados do meu coração e me levar a uma intimidade mais profunda com Deus.
Terry Roselmond-Moore
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/pequeno-mas-devastador/
domingo, 22 de dezembro de 2024
SPOILERS
Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vocês e que os enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Jeremias 23:16
Estamos na última temporada da série de maior duração de todos os tempos: A História da Redenção. Muitas vezes, presenciamos inúmeros personagens em suas grandezas e sombras, em suas virtudes e maldades, em suas tramas e desenlaces, mas, agora, tudo isso se aproxima do final. Profetas da ilusão se instalam ao nosso redor nos oferecendo a última tecnologia que tudo resolve, a moda do momento, a gíria mais atual ou o produto mais revolucionário. E assim, amarrados às redes de nossos celulares e outros acessórios da escravidão cibernética, comentamos o superficial como se nossa existência dependesse disso. Preferimos o virtual ao virtuoso, o binário ao pleno.
Quando entenderemos que as visões deste mundo não passam de cronogramas de marketing, algoritmos de venda, vaidade de vaidades? Quando perceberemos que, para os novos messias com aspecto de Papai Noel, somos apenas números em um balanço? Lamento informá-lo, mas este filme tem um final, que não acaba com a juventude à base de botox, com a felicidade comprada com dinheiro, com a injustiça às custas do conforto pessoal ou com um gadget que advinha até nossos pensamentos mais obscuros. A série não termina assim.
Spoiler: andam dizendo que esta não é a última temporada, mas é. A série termina com um Salvador acompanhado de miríades de anjos, transformando o céu inteiro em um telão que supera a maior das definições. Ela termina com a vindicação dos justos e o juízo dos injustos por amor, e somente por amor. Termina com a ressurreição dos amados, das pessoas de bem, dos puros em Cristo. Termina com uma árvore da vida por toda a eternidade para os que comerem de seus frutos. Termina com um Universo sem anormalidades, sem pecado, sem doença nem morte. Termina com um Deus que volta a passear com Suas criaturas.
Não se deixe enganar: todo o restante é ficção. Se você quiser, poderá participar dessas cenas como protagonista, como grande vencedor. Você deseja conhecer melhor os bastidores dessa trama? A palavra profética está aí para isso. Leia! Saber como tudo termina pode salvar você no final.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/spoilers/
sábado, 21 de dezembro de 2024
O TÚMULO VAZIO
Qual é a relevância para nós do que é retratado em João 20:1-7?
Jesus morreu no fim da tarde de uma sexta-feira e ressuscitou no domingo bem cedo. Como o sábado estava próximo (Jo 19:42), o sepultamento foi feito às pressas e não foi concluído. Por mais que amassem Jesus, Seus seguidores guardavam o sábado e não foram ao túmulo (Mc 16:1; Lc 23:56). Depois do sábado, as mulheres compraram especiarias para levar ao túmulo no domingo. Para surpresa delas, a pedra tinha sido removida, e o túmulo estava vazio.
Maria Madalena chegou cedo ao túmulo. Ela correu para contar a Pedro e João o que tinha visto. Os dois homens correram para lá. João ultrapassou Pedro e chegou primeiro. Abaixando-se, viu ali caídos os lençóis (Jo 20:6, NAA) ou faixas (NVI) com os quais Jesus havia sido enrolado. Mas não entrou antes que Pedro entrasse.
Pedro, porém, entrou e viu as faixas de linho estendidas, mas o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, cobrindo Seu rosto, estava dobrado e separado das faixas.
Leia João 20:7-10. João viu que o lenço que cobria o rosto de Jesus estava dobrado. Por que esse fato é importante?
João entrou, viu e creu. Por que ver as faixas e o lenço separado e dobrado levaria João a crer que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos?
Para responder a essa pergunta, é necessário refletir por que o túmulo estaria vazio. A resposta mais natural seria a ação de ladrões de túmulos. Mas essa explicação não pode ser aceita por três razões: (1) o túmulo estava guardado por uma escolta (Mt 27:62-66), tornando inviável o roubo; (2) ladrões de túmulos normalmente roubam objetos de valor, não corpos em decomposição; (3) ladrões de túmulos costumam agir com pressa e não se preocupam em dobrar as vestes funerárias. Não é de admirar que, quando João viu o lenço dobrado, creu que Jesus havia ressuscitado.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/licao/a-hora-da-gloria-a-cruz-e-a-ressurreicao/#licaoQuarta
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
LOVE MAIOR QUE like
Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 João 4:8, ARA
No ambiente das redes sociais, existem duas palavras que predominam: like é a primeira delas. Alguns especialistas a descrevem como a droga do século. Isso tem impacto na saúde mental das pessoas, fazendo-as ficar “viciadas” em ganhar likes e com crise de autoestima quando sua foto ou vídeo “flopa” e não alcança o número esperado de likes. Até alguns anos atrás, as curtidas estavam sendo tão prejudiciais que uma das redes sociais mais populares disponibilizou aos usuários a opção de ocultar a contagem de likes em suas postagens.
Hoje muitos medem a importância de alguém pela quantidade de likes que a pessoa recebe. Os likes, infelizmente, também são usados como medidor de verdades. Assim, o valor de tudo se define por essa métrica rasa. Se alguns não têm curtidas suficientes, é sinal de que não têm importância nem valor. Não caia nessa! Nada seria mais falso.
É aí que entra a segunda palavra em questão: love. Há muitos anos, ela ocupa a posição de hashtag mais usada de uma famosa rede social. Nesse caso, há muitas pessoas que confundem amar com curtir. Contudo, que amor é esse que é tão superficial e sem compromisso? O verdadeiro amor é, na realidade, a base da religião bíblica, a ponto de o apóstolo João utilizar essa palavra para definir o próprio Deus.
Amar é muito mais do que curtir, e não se pode confundir as duas coisas. O amor é profundo; a curtida é superficial. O amor é conexão humana; a curtida é interação digital. O amor é construído com o tempo; a curtida é concedida em segundos. O amor é real; a curtida é virtual. O amor toca a alma; a curtida é um toque na tela. Por isso, um mundo melhor sempre vai ter mais amor que curtidas.
O amor deve ser a essência da religião bíblica, a característica essencial do povo que segue as Escrituras. Lembre-se: ser importante não é sobre a quantidade de curtidas que você recebe. É sobre a quantidade de amor que você compartilha. O like é uma demonstração de simpatia. O verdadeiro amor, entretanto, é uma manifestação de pura empatia. É por isso que amar é muito mais que curtir.
Neste dia, compartilhe o verdadeiro amor, ainda que longe dos holofotes e distante do reconhecimento social. Se ninguém curtir, fique tranquilo. Deus vai amar.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/love-maior-que-like/
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
CONTRASTES
Quando o reino dos Céus está em nosso coração, ele muda tudo ao redor, transformando nossa forma de ver a realidade. Paulo, em suas cartas aos coríntios, nos ensina a olhar com os olhos de Deus, a enxergar as coisas da forma adequada. A sociedade e a igreja em que aqueles cristãos viviam estavam em convulsão, com uma enorme variedade de estilos de vida e cosmovisões que causavam colisões e tensões. Paulo queria colocar as coisas em seus devidos lugares e ensiná-los a enxergar pela perspectiva correta.
Os discípulos de Cristo, naquele tempo, eram vistos como falsos, mas viviam na verdade. Eram quase desconhecidos, mas tinham o verdadeiro conhecimento. Sofriam, mas se mantinham alegres. Eram pobres, mas enriqueciam as multidões. E essa perspectiva mudou o mundo – inclusive os coríntios. Mesmo centenas de anos depois de Paulo lhes haver escrito, pouco parece ter mudado em nossa sociedade. A verdade é confundida em meio a miríades de ilusões verossímeis. Por vezes, temos vergonha de afirmar que vivemos na verdade, e a experimentamos acanhados e de maneira privada.
Relativamente poucos conhecem o nome de nossa igreja, e muitos nos rotulam dentro de outros grupos religiosos mais conhecidos. Nossos jovens experimentam atividades estranhas ao nosso ideário porque pensam que isso é viver. Não gostamos de sofrer, mas a resiliência parece ser uma virtude para nós. Não gostamos de ser pobres, mas nos agrada ter coisas. E queremos mais, precisamos de mais. Se essa descrição se aplica a você, é hora de rever conceitos.
Leia as cartas de Paulo aos coríntios e peça que a graça, o amor e a comunhão de Deus o ajudem a ver as coisas como elas, de fato, são. Que você possa enxergar a verdade, não como algo privado, mas como algo que deve ser vivido e compartilhado. Que sua resiliência e amor pela verdadeira vida possam enriquecer multidões e mudar a realidade. Pois, somente quando aprendemos a olhar com os olhos de Deus, é que podemos viver a real plenitude.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/contrastes-3/
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
TOQUE
Ao vê-la, o Senhor Se compadeceu dela e disse: “Não chore.” Lucas 7:13
Como pastor, eu realizei muitas cerimônias fúnebres. É sempre difícil falar a pessoas que perderam alguém amado. Nesses momentos, as palavras não comunicam tanto quanto os gestos.
A Bíblia relata que Jesus também esteve em funerais, mas nunca assistiu a nenhum deles inteiro. A presença do Mestre significa ausência de morte. Foi isso o que aconteceu quando Ele Se encontrou com a viúva de Naim, que caminhava em direção ao cemitério a fim de sepultar seu único filho. O texto bíblico de hoje diz que Jesus teve compaixão daquela mulher e lhe dirigiu palavras no mínimo estranhas. Ele disse: “Não chore.” Você consegue imaginar algo mais inadequado para se dizer a alguém no meio de um funeral? Foi exatamente isso que Jesus falou. Não sabemos o tom de Sua voz, mas é importante notar que Ele foi além das palavras. Imediatamente depois de dar essa ordem esquisita à mulher, Jesus tocou o esquife.
A imagem aqui não é a de um caixão. Embora algumas traduções da Bíblia utilizem essa expressão, o esquife estava mais para uma espécie de maca sobre a qual levavam o corpo da pessoa morta, envolvido em alguns panos. Mas, quando Jesus tocou o esquife, todos pararam. Aquilo era proibido pelas leis da época. Quem tocasse em um corpo sem vida ficaria impuro por sete dias (Nm 19:11). Imagine o problema! Mesmo assim, Jesus tocou. Esse era um gesto eloquente. Por meio dele, Cristo queria dizer àquela mãe sofredora: “Filha, seu problema é Meu também. Sua perda também é Minha. Sua dor também dói em Mim. Você não está só nessa situação.”
Nós temos um Deus que não assiste de modo indiferente aos dilemas de nossa vida. Ele está perto. Ele Se envolve. Quando a vida quebra o sonho acalentado, quando um relacionamento fracassa, quando juntamos os cacos de nossas esperanças e estamos prestes a sepultar mais um projeto, Jesus aparece e diz: “Não chore. Não tenha medo. Eu estou com você.” Ele toca. Ele restitui.
Naquele dia, o filho foi devolvido à mãe. Essa foi a primeira vez que Jesus trouxe alguém de volta à vida. Assim como foi capaz de ressuscitar um morto, Ele tem em Suas mãos a solução para os desafios que você enfrenta agora. Creia nisso.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/toque/
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
PRESENTE ETERNO
Você se sentirá seguro, porque haverá esperança; olhará ao redor e dormirá tranquilo. Jó 11:18
A sociedade contemporânea é marcada por um frenesi constante, no qual o passado é deixado para trás e o futuro causa temor. A urgência do presente é cada vez mais evidente, e a expressão “vamos ao que interessa” é usada com frequência. O foco da maioria das pessoas está no momento atual, pois muitos não possuem uma perspectiva de futuro que vá além desta vida. Assim, o prazer se torna a finalidade de cada instante, seja nas compras, no sexo, na comida, nos jogos eletrônicos ou na leitura. Se Shakespeare tivesse escrito Hamlet nos dias de hoje, certamente teria dito: “Gostar ou não gostar – eis a questão.”
Contudo, graças à Bíblia, podemos ter uma perspectiva mais ampla do tempo. Ao lê-la, entendemos que Deus criou um habitat perfeito para a humanidade, mas o pecado corrompeu a perfeição. Mesmo assim, Ele preparou um plano de salvação cuja parte mais importante se concretizou na primeira vinda de Seu Filho. Isso é simplesmente magnífico! Além disso, a Palavra de Deus nos revela que há uma promessa que Ele tem Se empenhado em cumprir: restaurar este mundo. Para isso, o Senhor conta conosco. Esse conceito nos traz um horizonte, uma esperança de vida além desta existência efêmera. Assim, não estamos empenhados em buscar o prazer momentâneo, mas em viver plenamente em Cristo, com alegria mesmo em meio à tristeza. Essa perspectiva pode transformar vidas.
Como cristãos, sabemos como a história deste mundo acaba e, por isso, vivemos em uma velocidade diferente. Antes do movimento slow life se tornar moda, já falávamos em viver no campo, dedicar tempo à família, ter uma horta e encontrar Deus de modo especial a cada sete dias. Nossa única pressa é em ajudar os outros, porque queremos fazer isso de forma rápida e eficiente.
Para nós, cristãos, o momento atual é uma bela oportunidade de fazer deste mundo um lugar melhor. A nova Terra começa já, quando decidimos viver cada momento com Cristo. Por isso, respondemos à Sua chamada, dizendo: “Presente!” É possível viver uma vida plena em meio a um mundo tão conturbado, basta ter a perspectiva certa e a disposição de andar de acordo com os valores eternos. Aproveite o presente para viver a vontade de Deus – para sempre!
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/presente-eterno/
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
SHABBAT SHALOM!
Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. Eclesiastes 9:8
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
SINAIS
Isto acontecerá para que vocês deem testemunho. Lucas 21:13
Desde os tempos mais remotos, o ser humano aprendeu a temer os sinais que apontam para o fim do mundo. Tribulações, perseguições e dor, tudo isso está associado àquele momento em que a história atual chegará ao seu limite. Por muito tempo, compartilhei desse mesmo sentimento. Mas, ao longo dos anos, aprendi a ver as coisas de forma diferente. Hoje, olho para esses sinais sem medo algum.
Os noticiários nos bombardeiam diariamente com imagens de conflitos bélicos, políticos e sociais. Crimes, assaltos, violência e insegurança civil são notícias constantes em nossas telas. Parece que a intimidação é a palavra de ordem na sociedade. Tudo está à mercê de uma “educada” mirada de desprezo ou de um falatório de lábios armados. E isso não é tudo. Aglomerações, música, bebedeiras e drogas se tornaram os atributos de uma juventude cada vez mais hedonista. Aqueles que não se encaixam nesse modelo debatem-se entre a anorexia, o fast-food e os estimulantes alimentares. As famílias, por sua vez, já não são nucleares e completas, mas ajuntadas e complexas. Ajuntadas e desajuntadas como quebra-cabeças. Contudo, a verdade é que a subjetividade campeia à vontade, tornando difícil para o indivíduo sustentar a própria identidade.
Essas coisas não deveriam nos surpreender, afinal, já foram preditas pelo próprio Jesus. Os capítulos 24 e 25 do evangelho de Mateus transcendem o tempo e percorrem a história, chegando até nós com certeza irrefutável. Esses são os sinais que falam sobre nós e sobre nosso mundo. Sinais que vão além do negativo, pois introduzem a esperança. E se os sinais de Jesus se cumprem, Suas promessas também se realizam. Podemos viver em um mundo convulsionado, mas não temos nada a temer. Cristo nos salva, ilesos.
O fim deste mundo é, na verdade, o princípio do que é bom, da eternidade e do amor. Os sinais que as pessoas tanto temem não devem ser encarados com receio, mas sim com esperança. Jesus prometeu que virá e, enquanto isso, cuida de nós com toda atenção aos detalhes. Então, não tenha medo, porque, mesmo diante de tudo isso, há uma luz no fim do túnel. Há esperança e amor para nos guiar.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
RELÓGIOS
Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas? Isaías 21:11, ARA
O dia amanheceu como todos os outros na pequena cidade do interior. Mas naquela manhã, às 7h20, um relógio grande que ficava na vitrine do joalheiro, na rua principal, parou por meia hora. Os moradores da cidadezinha nem imaginavam o quanto confiavam naquele relógio até o dia em que ele falhou. Os passageiros perderam o trem, porque, ao passarem pela loja, o relógio indicou que ainda faltavam 20 minutos para o trem das 7h40 sair. As crianças chegaram tarde à escola. Os empregados estenderam a conversa quando viram que faltava bastante tempo para a fábrica abrir e chegaram atrasados. O relógio parou apenas meia hora, mas isso foi o suficiente para causar muita confusão.
No capítulo 11 do livro de Isaías, três visões são apresentadas: uma contra a Média e a Pérsia, outra contra Edom, e a última contra a Arábia. O profeta descreve, entre outras coisas, os acontecimentos acerca da invasão e destruição de Babilônia. O Senhor pede que um guarda seja posto em posição estratégica para alertar o povo. Naqueles dias, havia muita gente angustiada. Muitos haviam sido levados cativos. Viviam no exílio e aguardavam o cumprimento das profecias antigas. No meio da visão, Isaías ouve alguém gritar: “Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas?” (ARA). Em nossos dias, a pergunta seria: Quanto tempo ainda temos que esperar até a volta de Jesus?
Cristo envia Seus discípulos ao mundo com uma missão: revelar o caráter de Deus e preparar pessoas para um encontro com Ele. A vida de um seguidor de Jesus é um sinal de Seu reino neste mundo. Seus valores, suas prioridades, suas motivações e sua agenda declaram a que horas estamos na noite da vida na Terra. Pelo menos devia ser assim. Quando a pequena nuvem aparecer no meio do céu, quando a última trombeta for ouvida, quando chegar o dia final, as pessoas à sua volta serão tomadas de surpresa?
Que você seja um indicador confiável do tempo em que vivemos. Que sua voz e sua vida mostrem claramente que não falta muito para Jesus voltar a esta Terra. Então acerte o relógio e viva mais este dia para a glória de Deus.
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/relogios/
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
MACERANDO A ESPERANÇA
O meu coração se alegra e a minha língua exulta; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança. Atos 2:26
A maceração é uma técnica muito antiga utilizada para amolecer e dar aroma aos alimentos. Consiste, primeiramente, em introduzir o alimento em um líquido (água, azeite, leite, etc.) para que adquira uma consistência e sabor mais apropriados, de acordo com o propósito do cozinheiro. Depois, é preciso dar tempo para que o alimento se transforme.
Em seu sermão do Pentecostes, Pedro empregou um texto de Davi (Sl 16:9) em que este falava da condição humana e de como o ser humano encontra estabilidade em Deus. Segundo Davi, seu coração se alegrou, sua língua exultou e seu corpo pôde repousar em esperança. É uma imagem que me faz lembrar a sensação que experimentamos em uma festa: alegria, conversas animadas e, quando todos vão embora, lembranças. Lembranças que nos fazem sorrir novamente e desejar que a experiência se repita. Colocamos, então, para macerar nossas esperanças de novos encontros.
O sermão de Pedro acelerou a propagação da imagem pública da igreja primitiva. Aparentemente, a partir daquele momento, não houve descanso para nenhum cristão. As pressões políticas e as perseguições sociais se intensificaram. Apesar disso, olhar para Jesus os motivava a viver alegres entre as penúrias, a falar com simpatia em meio às injustiças, a macerar o próprio ser na esperança enquanto tudo era trevas. “Sob a mais feroz perseguição, essas testemunhas de Jesus conservaram sua fé incontaminada. […] Com palavras de fé, paciência e esperança, encorajavam uns aos outros a suportar privações e aflições. A perda de todas as bênçãos terrenas não podia forçá-los a renunciar a sua fé em Cristo. Provas e perseguições nada mais eram do que passos que os levavam para mais perto de seu descanso e sua recompensa” (Ellen G. White, Cristo Triunfante, p. 352).
O mesmo Pedro falaria posteriormente sobre a “viva esperança” para a qual Deus nos regenera (1Pe 1:3-5). Essa esperança maravilhosa, macerada entre os sofrimentos desta vida, nos dá a certeza de que em breve nos encontraremos na presença do Salvador, onde já não haverá mais pranto nem pesar. Lá a alegria será plena, e o sabor da eternidade não terá comparação. Você tem se preparado para esse grande encontro?
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/macerando-a-esperanca/



















